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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mais regulares, cruzeirenses conquistaram título inédito.
No primeiro post da retrospectiva 2012, recordamos o Desafio Brasil x Estados Unidos de Vôlei de Praia, Rei e Rainha da Praia, Circuito Banco do Brasil e Circuito Mundial. Hoje é dia de destacar as competições que movimentaram o vôlei indoor no primeiro semestre do ano.

Superliga
Uma das melhores Superligas da história, se não a melhor, e um título incostestável para um grupo cuja base foi montada ainda na temporada 2010/11.

Liderança absoluta na fase classificatória, vitória por 2x1 nos playoffs contra o BMG/São Bernardo, dupla vitória sobre o Vivo/Minas nas semifinais e vitória de virada contra o Vôlei Futuro na grande decisão (24/26, 25/18, 25/13 e 25/19).

Sem Lorena, que abandonou a partida sentindo muitas câimbras - claro que depois de tumultuar a decisão com muitas provocações, "dedo na cara" e explosão a cada ponto feito - a equipe de Araçatuba viu os cruzeirenses mostrarem a força do grupo e garantirem um título até então inédito.

Pelo feminino, novamente Sollys/Nestlé e Unilever centralizaram a disputa. A decisão, no entanto, passou longe do equilíbrio entre as duas equipes nos últimos anos. Vitória tranquila, em pleno Maracanãzinho, da equipe paulista (25/14, 25/18 e 25/23) e Superliga espetacular para Hooker, Thaísa, Camila Brait e Cia.

Liga Mundial
A pior Liga Mundial da Era Bernardinho. Duas derrotas nos três primeiros jogos, quatro resultados negativos na mesma competição contra a Polônia e apenas um sexto lugar geral.

Com a volta de Ricardinho, que não era convocado desde 2007, e com muitos problemas físicos na equipe, em muitos momentos a seleção em pouco lembrou aquela equipe tão vitoriosa dos últimos anos.

Já Kurek, Bartaman, Mozdzonek, Ignaczak e Cia derrotaram os Estados Unidos por 3x0 (25/17, 26/24 e 25/20) e fizeram história ao garantirem o primeiro título de Liga Mundial para o país.

Diante da boa regularidade, os poloneses, comandados pelo italiano Andrea Anastasi, passariam a ser considerados por muitos os grandes favoritos ao ouro olímpico em Londres.

Grand Prix
Muitas vitórias conquistadas apenas no tie-break (cinco, no total), pontos preciosos deixados para trás e apresentações que geraram certa apreensão quanto ao desempenho feminino em Londres, inclusive no técnico José Roberto Guimarães, que não escondia o descontentamento em suas entrevistas.

Se os poloneses foram os algozes da seleção masculina na Liga Mundial, a pedra no sapato das brasileiras seria a forte equipe dos Estados Unidos, que nos derrotariam duas vezes por 3x2.

Terceiro título de Grand Prix consecutivo para elas, vice para as brasileiras e favoritismo olímpico soprando para o lado norte-americano.

Convocação das duplas de vôlei de praia para Londres
Há exatos 30 dias para a abertura das Olimpíadas, a CBV, enfim, anunciava as quatro duplas brasileiras que representariam o Brasil em Londres.

Sem nenhuma surpresa, e adotando o bom senso, Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha eram os convocados.

Pedro Solberg, que havia sofrido uma dura punição por um resultado errado no doping e que lutava com todas as forças para estar na lista dos oito escolhidos, realmente estava fora dos Jogos.

Cabia aos convocados buscar um novo ouro que não vinha desde 2004 para os homens e 1996 para as mulheres.

E o evento mais esperado, e marcante, do ano será assunto da próxima postagem!

domingo, 8 de julho de 2012

Prata de Alison/Emanuel foi o melhor resultado da semana.
Uma fase sem vacas gordas. A 18 dias para Londres, o voleibol brasileiro vive um "esquenta" pouco dourado para as Olimpíadas. Após a prata no Grand Prix com a seleção feminina semana passada, os resultados da Liga Mundial e do Circuito Mundial de Vôlei de Praia também não foram os melhores.

Liga Mundial
Após os 3x0 para Cuba e o 3x2 para a Polônia no meio da semana, a seleção masculina de vôlei amargou a sexta colocação geral na competição, pior resultado de Liga Mundial na era Bernardinho.

Desde que o técnico chegou à seleção, em 2001, esta foi a segunda vez que o Brasil ficou fora do pódio em uma competição. A primeira havia sido justamente às vésperas das Olimpíadas, em 2008, quando a equipe terminou em quarto na Liga Mundial disputada na Itália.

Resultado ruim, histórico e que mostra que, mesmo Londres estando tão próxima, será necessário evoluir, e evoluir muito, nesses próximos dias.

Como muita gente diz: se é para perder, que seja para a equipe campeã.  E foi justamente isso que aconteceu. Depois de sofrer quatro derrotas em cinco partidas para a Polônia, vimos Kurek, Bartman e Cia garantirem o primeiro título internacional desde as Olimpíadas de 1976 para os poloneses, que chegarão com muito mais moral em Londres.

Circuito Mundial de Vôlei de Praia
Se a situação não anda boa no vôlei indoor, no vôlei de praia a situação é bem menos tensa, mas também não é a das melhores.

Pelo Grand Slam de Gstaad, na Suiça, a melhor colocação feminina foi o 5º lugar, conquistado por Àgatha/Bárbara Seixas, que eliminaram as compatriotas Juliana/Larissa nas quartas-de-final da etapa.

Ju/Larissa, não sei se administrando os resultados ou não, terminaram em 9º, Vivian/Taiana em 17º e Ângela/Lili em 25º. Talita/Maria Elisa, convocadas para os Jogos, abriram mão da etapa.

Para esquentar ainda mais a briga em Londres, Walsh/May, que há tempos não venciam um torneio, ficaram com o título do Grand Slam suiço.

Já pelo masculino, Alison/Emanuel - também não sei administrando ou não - chegaram à final, mas foram derrotados pelos norte-americanos Gibb/Rosenthal por 2x0 (17-21, 17-21).

Benjamin/Bruno Schimtd, Ricardo/Pedro Cunha e Thiago/Ferramenta terminaram em 5º lugar.

Antes de Londres, restam agora apenas dois Grand Slams: o de Berlim e o de Klagenfurt.

E aí é ver se essa fase de vacas madras é apenas uma estratégia para desviar a atenção dos concorrentes.

 Foto: FIVB

domingo, 1 de julho de 2012

Vice não deixa de ser uma boa colocação no Grand Prix.
Fim da linha no Grand Prix e sobrevida na Liga Mundial. Assim foi o final de semana das seleções masculina e feminina de vôlei.

Se a derrota por 3x2 para os Estados Unidos na última quarta-feira atrapalhou os planos de título das meninas de José Roberto Guimarães, as combinações de resultado nas partidas de Itália e França foram amplamente favoráveis e, mesmo tendo jogado a toalha há duas semanas, Bernardinho vai seguir com a chance de conquistar o decacampeonato de Liga Mundial para o Brasil.

Grand Prix
Se vice-campeonato não serve para nada em nenhum outro esporte nacional, no vôlei é diferente. Mesmo perdendo apenas duas partidas no Grand Prix (dois 3x2 contra justamente as norte-americanas, tricampeãs da competição), a prata conquistada em Ningbo foi motivo de pouca comemoração para as brasileiras.

Da competição, a lição mais importante, confessada pelo próprio Zé Roberto em entrevista concedida à Globo: com muitos altos e baixos, o torneio serviu para melhorar alguns aspectos, mas muita coisa ainda precisa ser ajustada para Londres. Segundo o próprio treinador, "só isso não basta para a briga pelo ouro".

Se ele tem consciência da necessidade de melhora, é aguardar essa preparação final da Londres, a convocação, que deve sair nos próximos dias, e esperar que estes ajustes sejam feitos. Afinal, em ano olímpico, e a 25 dias para os Jogos, o objetivo maior é se destacar na competição mais importante do calendário mundial.

A estreia olímpica será contra a Turquia, terceira colocada do Grand Prix, que foi atropelada pelas brasileiras hoje 3 a 1 (25/21, 23/25, 25/20 e 25/15).


Liga Mundial
Depois de muitos cálculos e de muita "secação", a seleção masculina de vôlei segue na Liga Mundial.

Tudo porque a vitória por 3 sets a 2 da França sobre a Itália (29/31, 25/23, 25/18, 21/25, 15/12) deu apenas dois pontos aos franceses e um aos italianos. Com 26, os brasileiros avançaram como a equipe melhor segundo colocada na fase de grupos.

Bom para seguir na preparação para Londres e melhor ainda continuar brigando pelo deca.

Os próprios adversários serão Cuba e Polônia (sim, mais uma vez os poloneses!). As duas primeiras seleções desse grupo avançam às semifinais.

Vôlei de Praia
Depois de duas semanas de pausa no Circuito Mundial e da convocação para as Olimpíadas de Londres, as duplas brasileiras voltam às disputas na etapa de Gstaad, essa semana.

No Brasil, pelo Estadual Regional Banco do Brasil, Andrezza/Andréa Martins e Bruno/Léo Vieira foram os campeões da competição disputada em Macapá. Já pelo regional de Campo Grande, os campeões foram Josi/Thaís e Oscar/Carlos Luciano.

Foto: FIVB

terça-feira, 26 de junho de 2012

Partida contra chinesas foi a melhor apresentação em 2012.
Na correria do final de semana, não deu tempo para passar aqui no blog e comentar sobre os últimos resultados do vôlei brasileiro. Grand Prix, Liga Mundial e Vôlei de Praia movimentaram a modalidade.

Grand Prix
Como uma boa vitória sobre a China, dessa vez sem tie-break (25-20, 25-22 e 25-19), a seleção feminina de vôlei venceu o oitavo dos nove jogos disputados no Grand Prix 2012 e se classificou para a fase final da competição.

Conquistando apenas dois pontos em cada uma das cinco partidas vencidas no tie-break, a equipe feminina terminou apenas na quinta colocação, mas conseguiu avançar. Bom para o Grand Prix e bom para a preparação olímpica. 

A partir de amanhã, 27, a seleção joga contra as Estados Unidos, China, Cuba, Tailândia e Turquia (uma partida por dia, até domingo, 01 de julho). A seleção que somar mais pontos fica com o título 2012 do Grand Prix. 

Liga Mundial
O Brasil não entrou em quadra, mas a classificação para a fase final da Liga Mundial ficou mais perto. Tudo porque as combinações de resultados foram favoráveis e a seleção de Bernardinho tem boas chances de avançar como a melhor equipe segundo colocada na fase de grupos.

O grande adversário será a França, que terá que vencer Itália, Estados Unidos e Coreia por 3x0 ou, no máximo, 3x1. 

A resposta final sai no dia 01 de julho, data das últimas partidas da fase de grupos.

Circuito Banco do Brasil Challenger
Sem etapas pelo Circuito Mundial de Vôlei de Praia, o final de semana foi marcado pelo Circuito Banco do Brasil Challenger, disputado em São Luís.

Como nem todas as duplas brasileiras disputam o Circuito Mundial, as etapas Challengers servem para movimentar as parcerias durante os quase quatro meses de pausa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.

No masculino, o título ficou com Benjamin/Bruno Schmitd, que derrotaram Rhuan/Fernandão na decisão. Bruno/Hevaldo completaram o pódio. Já no feminino, as campeãs foram Josi/Thaís, que venceram Shaylyn/Chell. Neide/Rebecca venceram Val/Michelle Carvalho e garantiram a 3ª colocação.


Continental Cup e Olimpíadas
Como o encerramento do somatório de pontos no Circuito Mundial na semana passada, assim como o fim da Continental Cup - torneio que também garante vaga para Londres, principalmente para os países mais fracos- a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) deve confirmar nos próximos dias as duplas e os países que estarão nas Olimpíadas.

Mesmo com a classificação brasileira assegurada através do Circuito Mundial, Ângela/Lili, Vivian/Taiana, Beto Pitta/Lipe e Evandro/Guto venceram no final de semana e deram o título da Continental Cup Sul-Americana ao Brasil.

A informação ainda não foi confirmada oficialmente pela CBV, mas Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha estão com 99,99% da vaga garantida para os Jogos.

Foto: FIVB

domingo, 17 de junho de 2012

Prata de Alison/Emanuel foi o melhor resultado conquistado.
Um final de muita zica e poucas vitórias para o vôlei brasileiro. Seja na Liga Mundial, no Grand Prix ou no Circuito Mundial de Vôlei de Praia, os resultados não foram os melhores.

Circuito Mundial 

Queda de Ju/Larissa e Talita/Maria Elisa

Tudo começou com elas. Disputando as oitavas-de-final do Grand Slam de Roma, Talita/Maria Elisa e Juliana/Larissa foram surpreendidas respectivamente pelas italianas Cicolari/Menegatti e pelas alemãs Goller/Ludwig e deram adeus à competição bem mais cedo do que o esperado.

Justamente Roma, que corou Juliana e Larissa com o título da Copa do Mundo 2011, foi a pior das seis etapas da temporada para as duplas brasileiras, a única que terminou sem medalhas verde-amarelas.

A situação só não foi pior porque Walsh/May e Xi/Zhang Xi também não tiverem sucesso, pararam nas quartas-de-final e terminaram no 5º lugar geral. No final, título para suiças Zumkehr/Kuhn, pouco acostumadas aos títulos.

Com as colocações obtidas e com o encerramento da contagem de pontos para Londres, Juliana/Larissa devem ser confirmadas como a dupla primeira colocada no ranking olímpico. Já Talita/Maria Elisa foram ultrapassadas pelas norte-americanas Kessy/Ross e deverão ser anunciadas na 5ª colocação.

Vivian/Taiana terminaram em 17º e Ângela/Lili em 25º.

Alison/Emanuel fazem duas finais em 5 dias

O bicampeonato de Roma não foi conquistado, mas não se pode dizer que a prata de Alison/Emanuel foi uma grande zica. Muito pelo contrário. Num intervalo de apenas cinco dias, a dupla chegou em duas finais de Grand Slam.

Título em Moscou na terça-feira, rápida viagem para Roma e na quinta-feira a dupla já fazia a estreia no Foro Itálico. Emplacando ótimas atuações, a parceria acumulou 13 partidas de invencibilidade, mas, talvez por prevenção - já que Emanuel apresentava sinais de dores no dedão de uma das mãos - a dupla reduziu o ritmo e aceitou a derrota para os norte-americanos Gib/Rosenthal.

Prata que confirma Alison/Emanuel na liderança absoluta do ranking olimpíco e na liderança da temporada 2012 do Circuito Mundial.

Ricardo/Pedro Cunha e Márcio/Pedro Solberg terminaram em 9º e Thiago/Ferramenta em 25º.

Liga Mundial

Uma vitória contra a Polônia e a seleção masculina de vôlei terminaria na primeira colocação do grupo B, classificando-se para a 2ª fase da Liga Mundial 2012. Por mais que o bom início de partida mostrasse que ainda era possível acreditar, os poloneses reverteram um 23x20 para 25x23 e deram um banho de água fria na pretensão brasileira.

Três sets a um no jogo e classificação como melhor segundo colocado indefinida até o dia 1 de julho, data das últimas partidas da fase de grupos.

Para Bernardinho, que praticamente jogou a toalha, nada melhor do que passar os próximos dias treinando para as Olimpíadas. E o treinador parece estar certo, já que um título olimpíco tem muito mais peso do que um mundial.

Grand Prix

Aos trancos e barrancos, a seleção feminina de vôlei ia acumulando vitórias, somando pontos (em muitas partidas foram apenas dois, é verdade) e seguia invicta no Grand Prix 2012.

No entanto, nem mesmo a torcida de São Bernardo ajudou a controlar os "apagões" durante a partida de hoje e a equipe foi supreendida pelas algozes norte-americanas por 3 sets a 1.

Sem tempo para lamentações, a equipe viaja para China e enfrenta chinesas, porto-riquenhas e cubanas no próximo final de semana.

Assim como na seleção masculina, a constante irregularidade precisa ser resolvida logo para que a confiança para Londres não seja abalada.

Foto: FIVB

domingo, 10 de junho de 2012

Seleção joga bem e assume liderança do grupo B. Foto: CBV
Mais uma sequência de boas atuações, nove pontos garantidos nas três partidas do final de semana em São Bernardo, liderança no grupo B e aos poucos a seleção masculina de vôlei vai ficando com cara de seleção masculina na Liga Mundial 2012.

Fazendo a melhor etapa até aqui - que facilmente é justificada pelas primeiras três vitórias consecutivas na Liga Mundial deste ano - a seleção vai se entrosando, ganhando forma, ritmo e cara e, há 46 dias para os Jogos Olímpicos de Londres, pode até começar a pensar em mudança de planos a médio prazo.

Se até semana passada a classificação para a segunda fase da Liga Mundial estava ameaçada por conta da segunda colocação no grupo B (apenas uma seleção segunda colocada avança para as quartas-de-final da competição), os pontos do final de semana e principalmente a boa atuação diante da Polônia, coloca os brasileiros na briga pelo deca novamente.

Se a vitória contra Finlândia e Canadá era dada como certa por todos, apenas dois sets destas partidas merecem destaque: o primeiro contra os finlandeses, que fez muito torcedor se assustar com a fraquíssima da equipe e o último contra os canadenses ontem, que, pelo contrário, mostraram a mesma seleção mostrando tudo o que sabe fazer de melhor.

Um 25x9 que deu orgulho de ser brasileiro!

Hoje, contra a Polônia, embora muitos erros bobos tenham se repetido no terceiro set, o sentimento foi mais próximo aos 25x9 de ontem, claro que nas devidas proporções em relação ao adversário.

Jogadores concentrados, equipe bem entrosada, torcida fervorosa, poloneses perdidos em alguns momentos e, mesmo se o decampeonato de Liga Mundial não for conquistado, teste importantíssimo para um possível confronto decisivo em Londres.

Da boa atuação do conjunto brasileiro, destaque para:

1) Wallace - Alguém já viu o oposto fazer tantas boas atuações seguidas no Sada Cruzeiro? É impressionante como Wallace tem se destacado em todas as partidas de Liga Mundial até aqui. Um amadurecimento absurdo e um aproveitamento espetacular, que às vezes deixa o jogador com cara de veterano na seleção. Por tudo o que vem fazendo, além de convocação olímpica certa, o campeão brasileiro pode ser um dos maiores destaques também em Londres.

2) Bruninho - Curioso como a convocação de Ricardinho fez bem ao levantador. Se Ricardinho ainda se encontra em fase de entrosamento com os ex-companheiros, aquele que era duramente criticado por muitos, passou a jogar como um verdadeiro titular de seleção masculina brasileira. Ótimas armações e variações de jogadas, liderança no grupo e voleibol que dispensa qualquer relação de parentesco com Bernardinho;

3) Sidão - Uma máquina de fazer saques e bloqueios. Outro que está vivendo um dos melhores momentos na seleção e cujas atuações passaram ilesas de crítivas nestes nove jogos disputados até aqui;

4) Thiago Alves - Se poucos tiveram a oportunidade de ver as atuações do ponteiro na temporada japonesa, Thiago, mesmo banco, vai entrando e mostrando uma evolução também surpreendente. Treze pontos em apenas dois sets deixaram claro esse bom momento hoje.

Com o resultado, a seleção soma agora 21 pontos, um a menos do que os poloneses. No próximo final de semana, os confrontos voltam a se repetir em Tampere, no Canadá, de onde sairá a equipe classificada para a próxima fase.


Grand Prix Feminino

Assim como a seleção masculina, três partidas e três vitórias da seleção feminina no Grand Prix. Na primeira rodada do torneio, três vitórias por 3 sets a 2 contra Polônia, Sérvia e Itália.

Com forma de disputa diferente em relação à Liga Mundial, no próximo final de semana as brasileiras enfrentam Alemanha, Itália e Estados Unidos, em São Bernardo.


Circuito Mundial

Juliana/Larissa versus Waslh/May e Talita/Maria Elisa contra Xie/Xue. Essas serão as semifinais femininas no Grand Slam de Moscou, que acontecem amanhã, a partir das 6 horas da manhã (horário de Brasília).

Pelo torneio masculino, que termina na terça-feira, Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha, Benjamin/Bruno Schmidt e Márcio/Pedro Solberg estão garantidos nas oitavas-de-final.

Ao encerramento desta etapa, restará apenas o Grand Slam de Roma para a definição do ranking olímpico.

domingo, 3 de junho de 2012

Seleção erra muito e favorece boa vitória polonesa. Foto: FIVB
Erros demais contra um adversário muito forte, que jogava em casa, contando com toda a força da sua apaixonada torcida, e mais uma derrota da seleção masculina contra a Polônia na Liga Mundial de Vôlei.

Nas três partidas do final de semana, duas esperadas vitórias contra Canadá e Finlândia (23/25, 25/18, 25/23 e 25/15 e 25/13, 25/12 e 25/14 respectivamente) e muitos altos e baixos na mais forte partida disputada em Katowice, que terminou 3x2 para os donos da casa (24/26, 25/23, 23/25, 25/23 e 10/15).

Se por um momento as boas atuações de Wallace e os bons saques de Sidão davam esperanças de vitória contra a seleção polonesa, os irritantes erros entre Lucão e Ricardinho, as más recepções e as fracas viradas de bola fizeram crescer ainda mais os gigantes Bartman, Kurek e Cia. que, ao contrário dos brasileiros, jogaram muito mais concentrados e constantes durante toda a partida.

Perder na Polônia, para uma seleção candidatíssima a uma medalha olímpica não é o fim do mundo, é verdade.

Mesmo com a derrota, fica nítida a evolução apresentada em relação aos jogos de 15 dias atrás, quando a vitória escapou em dois dos três jogos disputados. Da mesma forma que fica nítida a necessidade de evoluir ainda mais em recepção, contra-ataques e, principalmente, concentração.

Detalhes que a longo prazo, visando as Olimpíadas, ainda têm 53 dias para chegar ao ponto ideal. A curto prazo, pensando em decacampeonato de Liga Mundial, a situação se complica, mas ainda não se torna impossível.

Com 14 pontos, a Polônia abre boa vantagem e assume a liderança do grupo B. Com um ponto conquistado na derrota por 3x2 de hoje, os brasileiros somam 12 e precisam vencer todas as seis partidas restantes para tomar a ponta da tabela dos poloneses e não ficar em risco, já que apenas um único segundo colocado na fase de grupos avança nessa edição de Liga Mundial.

Canadenses, com 6 pontos, e finlandeses, com apenas 4, vão jogar para, no máximo, tentar atrapalhar a vida dos poloneses e brasileiros nas duas rodadas restantes.

No próximo final de semana, será a vez do Brasil sediar a rodada. Os três jogos acontecerão em São Bernardo do Campo, sexta, sábado e domingo.

E aí esses erros bobos não podem entrar em quadra de novo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Seleção tropeça, mas garante vice-liderança na L. Mundial.
Três jogos de Liga Mundial, duas derrotas, uma vitória e um turbilhão de dúvidas quanto ao futuro da seleção nestes 66 dias que separam a equipe dos jogos Olímpicos de Londres.

Grupo apático, jogadores sem vibração, Bernardinho cabisbaixo e atuações muito diferente daquelas que os exigentes e "mal acostumados" torcedores passaram a acompanhar nos últimos anos.

E, a pouco mais de dois meses para Londres, começar tão mal uma Liga Mundial é o estopim para uma série de questionamentos sobre um equipe que carrega o peso da cobrança de um novo sucesso olímpico.

Começar perdendo os dois primeiros jogos da seleção na temporada, sem peças importantes, como Muirlo, Giba e Leandro Vissoto, é motivo de tanto alvoroço assim? Não. Tudo bem que é difícil ver a seleção perdendo duas partidas na estreia de uma Liga Mundial mas, para uma equipe que busca a formação ideal, perder para uma forte seleção polonesa e para a equipe da casa - ambas as partidas por 3x2 - não é tão alarmante assim.

Tudo bem também que, para um grupo composto por 25 atletas e que muito em breve terá que ser reduzido para apenas 12, faltou garra, vontade de vencer e disposição para lutar por atuações mais convincentes. Até porque, uma boa atuação na Liga Mundial pode garantir ou não o passaporte para Londres.

Tirando as boas apresentações de Bruninho e Wallace, muitos jogadores estavam irreconhecíveis nas partidas do final de semana. No final das contas, três jogos, cinco pontos, vice-liderança no grupo - ao lado da equipe canadense - e a seleção volta no lucro para o Brasil.

Que a equipe tem tempo e peças suficientes para reverter a situação, principalmente em Londres, é evidente.

No entanto, e espero estar completamente enganada nessa hipótese, o medo maior ao ver a fraca apresentação nesse estreia de Liga Mundial é da convocação de Ricardinho ter causado um clima desconfortável num grupo que não é unânime quanto ao retorno do levantador. E, mesmo podendo levar um grupo tecnicamente forte para Londres, sem união o sonho olímpico de Bernardinho pode estar ameaçado.

Embora Londres esteja cada dia mais próxima, a temporada acabou de começar para os brasileiros e qualquer cobrança exagerada não serve como ajuda à equipe. No entanto, o que menos queremos ver é o espírito da seleção de futebol pairando sobre a do voleibol. Melhor aguardar a evolução da equipe e torcer para que o final de semana tenha sido apenas um acidente de percurso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ficou para 2012 o tão sonhado deca-campeonato da Liga Mundial de Vôlei. Depois de vencer oito, das últimas dez edições da competição, ontem o Brasil viu, assim como em 2002, a Rússia chegar novamente ao título. E o vice-campeonato na Polônia tem, talvez, três explicações diferentes:

Russos jogam melhor e fazem por merecer o título. Foto: FIVB
1ª) A equipe de Bernardinho não é uma máquina, feita para vencer sempre. Como todo bom grupo, a seleção um dia iria perder e esse dia foi ontem. Não é o que o torcedor gosta, mas acontece. E quando o adversário joga melhor, nada mais justo e merecido para eles. É assim que funciona o esporte.

2ª) É fato também que o Brasil não fez a sua melhor Liga Mundial. A derrota para os Estados Unidos, ainda na primeira fase, foi o primeiro sinal de alerta para a equipe. Depois, veio outra derrota para os americanos, lá na casa deles. Em seguida, a seleção perdeu todos os três primeiros sets da segunda fase e teve que suar bastante para reverter o placar contra Cuba e Estados Unidos. Classificada e relaxada, a equipe não se preocupou e acabou perdendo também os dois sets seguintes para a Rússia.

3º) O que eu mais li foi isso, mas também concordo.Todas as seleções estão se renovando e a nossa também precisa pensar em, definitivamente, fazer o mesmo. Tudo bem que esse processo já está em andamento, mas "dinossauros" como Rodrigão, Dante e o próprio Giba um dia vão ter que sair. E o mais curioso é que novos nomes sempre aparecem na Superliga, mas nunca conseguem um lugarzinho na seleção. Talvez, um pouco de audácia não faria mal ao Bernardinho. Até é possível compreender a sua postura, afinal muito melhor do que bons nomes é ter um bom grupo. Mas, o que não pode acontecer ter jogador sendo convocado só pelo passado vitorioso. É necessário pensar mais lá na frente, até porque novos nomes estão aparecendo para o cenário mundial como o polonês Kurek e o argentino Conte. Aliás, Argentina no vôlei é algo que merece atenção especial. Não pela técnica deles, que dificilmente será melhor do que a nossa, mas o sucesso de uma seleção que não tinha quase nenhum destaque na vôlei significa que o cenário da modalidade vem mudando e que é bom nossos dirigentes seguirem auxiliando na formação de novos talentos na base.

Tudo isso são motivos que talvez expliquem a perda do deca. Mas deixar de ganhar uma Liga Mundial também não é o fim do mundo. Temos que aprender que o esporte é feito de vitórias e derrotas. Um dia a gente ganha, no outro a gente perder, já diria o velho clichê. Que o deca fique aguardado para o ano olímpico. Talvez isso seja um gás a mais para a preparação dos Jogos de ano que vem. Mesmo com a derrota de ontem, nenhuma seleção tem mais títulos que o Brasil nessa competição.

Diante de tantos títulos masculinos nos útlimos anos, seria até injusto condenar o vice-campeonato desse ano. Seguir naquele pensamento, muitas vezes recorrente na cabeça dos brasileiros, de que a prata não é um bom resultado para cima do vôlei não, por favor. Afinal, a seleção masculina tem crédito, e de sobra.

Ainda ontem, a seleção feminina foi campeã  invicta da Copa Pan-Americana ao vencer a República Dominicana, no México. Thaisa, Fabi e Sheilla receberam o prêmio de melhor bloqueio, melhor recepção e melhor jogadora, respectivamente.

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domingo, 3 de julho de 2011

Primeiro título mundial da parceria. Foto: FIVB
Por mais de um ano, o Brasil ficou sem título no Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Mas, após o primeiro título de Alison e Emanuel no Tour, na etapa de Praga, em maio, parece que as coisas enfim se acertaram. Por quatro etapas consecutivas, a bandeira brasileira tem ocupado o lugar mais alto do pódio.

E mais uma vez com fim de jejum para uma dupla brasileira. Após fazerem um ótimo início de Circuito Brasileiro na temporada, Márcio e Ricardo conseguem também sair do quase. Os parceiros, que tinham disputado a primeira final internacional da dupla na Copa do Mundo da Itália, enfim puderam comemorar um título de Mundial.

Com tropeços de Alison/Emanuel, Rogers/Daulhauser e eliminando Brink/Reckermann nas semifinais, o caminho ficou aberto para a conquista inédita. Se após a primeira conquista, Alison e Emanuel cresceram muito de produção, o ouro de Márcio e Ricardo pode indicar um caminho bem parecido nessa segunda metade de Tour.

Além do 1º lugar de Márcio e Ricardo, o Brasil ficou em 5º com Alison/Emanuel, 17º com Benjamin/Bruno Schimtd e 25º com Ferramenta/Pedro Solberg.

Medalha inédita para Juliana e Larissa

Se Márcio e Ricardo saem da Noruega comemorando o ouro inédito, o bronze, também inédito na temporada da Ju e Larissa, que foi ouro todas as vezes que chegou às semifinais em 2011, não é lá motivo de muita comemoração.

Abrindo mão da etapa polonesa e indo mal no Grand Slam de Pequim, a dupla, mesmo campeã da Copa do Mundo, não conseguiu recuperar a 1ª colocação no ranking, que está nas mãos das americanas Kessy e Ross, campeãs dessas etapa norueguesa. Com os resultados de Stavanger, Ju e Larissa estão a 480 pontos das americanas. Para coquistar o hexa mundial, a dupla terá que fazer um esforço a mais e secar as adversárias nas próximas etapas. Um título da dupla brasileira e um 9º lugar das americanas já equilibra a briga novamente.

Talita e Maria Elisa e Maria Clara e Carol terminaram a etapa em 9º.

Brasileiros e brasileiras seguem para Gstaad, na Suiça, onde as competições femininas começam amanhã.

Curtinhas

Nessa última semana, a CBV anunciou os representantes brasileiros nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que serão Alison e Emanuel e Juliana e Larissa.

Pelo indoor, a seleção masculina, depois de derrotar duas vezes a Polônia, lá na Polônia, garantiu a classificação para a próxima fase da Liga Mundial. Os brasileiros enfrentarão Cuba, Estados Unidos e Rússia nessa reta final da competição.

Pela Copa Pan-Americana, a seleção feminina garantiu duas vitórias no dois primeiros jogos da competição. Vitórias sobre Costa Rica e Trinidad e Tobago.

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domingo, 26 de junho de 2011

Em 4 partidas contra EUA, Brasil vence duas e perde duas.
Vitória, derrota, queda de sinal, retorno de jogador. Nos Estados Unidos, a seleção brasileira viveu novas emoções em mais uma semana de Liga Mundial.

E mais uma vez, equilíbrio total entre as duas equipes que fizeram a última final olímpica, em Pequim 2008. Se em Belo Horizonte foi 3 sets a 1 na primeira partida e 3x1 na segunda, em Tulsa foi exatamente a mesma coisa.

Com a vaga praticamente garantida à próxima fase, a seleção alternou bons e maus momentos, que felizmente ainda são permitidos. Óbvio que os americanos, lutando ainda pela classificação, precisavam muito mais do resultado positivo do que os brasileiros, mas a verdade é que o time de Bernardinho ainda precisa se acertar em alguns detalhes para chegar "calibrado" na fase final.

De bom nos jogos contra os americanos foi a melhora no volume de jogo de Giba, que começou sacando muito bem ontem, e o retorno de Dante, que tem tudo para crescer nessa reta final. Leandro Vissoto, lesionado, dará lugar a Wallace. E essa alteração forçada talvez seja muito positiva para a seleção, já que Vissoto não vinha conseguindo fazer partidas convincentes.

Com 24 pontos, o Brasil segue líder do grupo A. Polônia e Estados lutam pela outra vaga. Levando em consideração que os americanos enfrentarão a modesta seleção de Porto Rico, que ainda não venceu nenhuma partida até aqui, e os poloneses os brasileiros, é bem provável que esbarremos com os Estados Unidos na sequência da Liga Mundial novamente. Brasil x Polônia jogam na quarta e quinta-feira, às 15h30min, com transmissão garantida pelos canais Esporte Interativo e SporTV.

E aí sim, os altos e baixos não serão permitidos.

Lembro a todos mais uma vez da eleição no Prêmio Top Blog. Peço a força de todos vocês para tentar colocar o Primeiro Set entre os 100 melhores blogs de esporte do país. Acessem esse link, cliquem em votar e não se esqueçam de validar o voto assim que o e-mail de confirmação cair em suas caixas de entrada. Ao final do Prêmio, caso o objetivo seja atingido, sorteio de dois exemplares do livro "Brasil, o país do vôlei."

Pelo vôlei de praia, depois dos ouros de Juliana/Larissa e Alison/Emanuel na Copa do Mundo de Roma, o Circuito Mundial volta com o Grand Slam de Stavanger, na Noruega. As disputas do Contry-Cota feminino começam amanhã.

domingo, 12 de junho de 2011

O que é melhor? Ganhar aquele jogo xôxo e se iludir com o resultado ou perder uma partida super disputada e saber que, não mais invicta, sua equipe apresentou um voleibol de altíssimo nível?

Reservas foram muito importantes em BH. Foto: FIVB
Foi mais ou menos isso que aconteceu com a seleção na Liga Mundial nesse final de semana em Belo Horizonte. Seis pontos estavam em jogo e muito melhor que conquistar todos eles foi fazer uma boa preparação para o decorrer da competição.

Se contra a modesta seleção de Porto Rico os seis pontos, conquistados nos dois jogos em San Juan, foram importantes para começar a competição na liderança, a conquista de apenas três nessa 3ª rodada da Liga, onde a seleção enfrentou o mais forte adversário do grupo, serviu para mostrar que a equipe de Bernardinho está forte, mas para chegar "tinindo" à fase final, precisa aprender com seus próprios erros cometidos na primeira fase.

Se ontem os campeões mundiais obrigaram os campeões olímpicos a jogar forte, hoje foi a vez do contrário acontecer. E para o torcedor que assistiu as duas melhores partidas da Liga 2011, o resultado negativo não chegou a frustar tanto as expectativas quanto ao andamento da competição.

Vencer duas vezes os americanos só não foi possível porque eles mostraram que, além de frios, sabem estudar os erros e corrigi-los na partida seguinte.

Se ontem os brasileiros fizeram um jogo quase impecável, com belíssimas atuações de Serginho "Escadinha", João Paulo Bravo e Sidão, hoje esse mérito foi do time de Stanley, Anderson e Cia. Por mais que os levantamentos de Marlon, bem melhor que Bruninho tanto ontem quanto hoje, tentassem ajudar, o forte saque americano aliado ao bloqueio idem decidiu a partida.

Um 3x1 brasileiro ontem e um americano hoje acabou sendo justo pelo voleibol apresentado por ambas as equipes.

Perdendo onde se pode perder, a seleção continua líder do grupo A, com 15 pontos, justamente à frente dos americanos, que somam 12.

Na próxima semana, o Brasil realizará suas duas últimas partidas em casa. A equipe recebe a seleção de Porto Rico, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. E tudo indica que, ao contrário dos jogos de ontem e hoje, uma partida xôxa esteja por vir. E diante de um adversário infinitamente mais fraco, dessa vez os três pontos não poderão escapar.

Antes de Brasil x Porto Rico, começa amanhã, em Roma, a Copa do Mundo de Vôlei de Praia. Trata-se da segunda maior competição da modalidade, logo atrás do Jogos Olímpicos.

Lembro a todos da eleição Top Blog 2011. O Primeiro Set está concorrendo e peço a sua força para colocar um blog de vôlei entre os 100 melhores do Brasil. Para votar, basta clicar nesse link. Ao final da Prêmio, sorteio de dois exemplares do livro "Brasil, o país do vôlei" para os seguidores nas redes sociais.

domingo, 5 de junho de 2011

Enfim, a Liga Mundial começou para valer para o Brasil. Depois do passeio em cima da modesta seleção de Porto Rico na semana passada, a seleção enfrentou um adversário de peso que exigiu muito do novo grupo de Bernardinho.

Seleção encara adversário forte, mas passa bem. Foto: FIVB
Com placares apertados em todos os sets, os brasileiros não tiveram vida fácil diante da Polônia, que mesmo garantida à fase final - por ser o país sede - fez duas grandes partidas no Maracanãzinho.

E é bom as seleções abrirem o olho porque Kurek, Kubiak e Cia. podem fazer estragos na fase decisiva. A equipe polonesa mostrou-se forte na semana passada, após derrotar os americanos por 3x0, e pode voltar a incomodar alguma seleção desavizada que não ficar atenta ao bom voleibol que Anastasi está implantando na jovem equipe.

Pelo lado brasileiro, os poloneses não podiam ser adversários melhores para o final de semana. O bom nível da equipe polonesa serviu para dar ritmo e entrosamento ao time que, embora muito bem composto, ainda precisa se ajustar nos detalhes.

Individualmente, muita gente brilhou. Vissoto, que arrebentou ontem; Gustavo e Serginho, que voltaram à seleção ainda melhores; Wallace, que hoje jogou bem e fez pontos importantíssimos; Bruninho, que trabalhou muito bem as jogadas; Lucão, que tem mostrado uma ótima evolução e por aí vai.

E visível que o time ainda necessita de um acerto no entrosamento e de algumas outras melhorias, como o saque, por exemplo, mas com o decorrer das próximas partidas, a tendência é que a equipe vá evoluindo gradativamente.

No próximo final de semana, a equipe brasileira enfrenta a forte seleção americana, no Mineirinho. E assim sim, após três semanas de competiçao, é hora da seleção mostrar toda a sua força, até porque os americanos estão em 2º no grupo, com 9 pontos, 3 a menos que o Brasil.

Vale lembrar que apenas Brasil e Rússia continuam com 100% de aproveitamento na Liga. 

Antes dos jogões do próximo final de semana, tem o Grand Slam de Pequim pelo Circuito Mundial de Vôlei de Praia. A partir de amanhã, as duplas brasileiras começam a disputa do primeiro Grand Slam da temporada.

E peço novamente a ajuda de vocês no Prêmio Top Blog Brasil 2011. O Primeiro Set está na disputa e é através dos votos dos internautas que os melhores blogs serão escolhidos. Quem sabe o Primeiro Set não representa a força do vôlei também nessa votação? Para dar uma força, basta clicar nesse link e deixar o seu voto.

Lembrando que ao final do Prêmio, caso o blog consiga ficar entre os 100 melhores da categoria esporte, sorteio de dois exemplares do livro "Brasil, o país do vôlei."

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Já pensou estar no Maracanãzinho lotado no próximo domingo (05/06) torcendo por mais uma vitória da seleção masculina de vôlei na Liga Mundial?

Seleção joga nesse final de semana no Rio. Foto: FIVB
Em parceria com o Banco do Brasil, patrocinador oficial do vôlei brasileiro, o Primeiro Set colocará você nessa torcida.

Três sortudos que acompanham o blog serão premiados e poderão assistir de pertinho, com direito a acompanhante, a partida entre Brasil x Polônia, que acontece às 10h do próximo domingo no Rio de Janeiro.

E você poderá concorrer a três pares de ingressos.

Confira:
  • Através de comentário: se você não tem Twitter e nem Facebook, basta deixar um comentário ao final deste post respondendo a pergunta "Qual a será a maior emoção em assistir um jogo da seleção brasileira no Maracanazinho?" A frase mais criativa levará o primeiro par de ingressos.
  • Pelo Twitter: você deverá seguir o @PrimeiroSet e o @BBnosEsportes no Twitter e dar RT na frase "Sigo o @PrimeiroSet e o @BBnosEsportes e quero ganhar um par de ingressos para assistir o Brasil no próximo domingo. http://kingo.to/DRu " Lembrando que o link será o validador da promoção. Sem ele, seu tweet não será identificado na escolha do contemplado. Um outro par de ingressos será premiado entre os seguidores que derem RT.
  • Pelo Facebook: para usuários do Facebook, será preciso curtir a página do Primeiro Set e colocar uma legenda na foto que se encontra no mural da página. A legenda mais criativa ficará com o terceiro e último par de ingressos oferecido.
Uma forma de participação não impede que você participe de outra. Portanto, você poderá concorrer tanto deixando seu comentário no post, como seguindo o blog no Twitter ou Facebook. Basta seguir as recomendações de cada ferramenta.

A promoção valerá até às 23 horas de amanhã, dia 2 de junho. Assim que for premiado, o contemplado deverá retornar o contato feito, deixando seus dados para a retirada dos ingressos. Caso não responda ao contato, um outro vencedor será escolhido.

Para concorrer, o premiado não precisa necessariamente morar no Rio de Janeiro, mas é necessária a retirada  dos ingressos até às 18 horas do dia 3 de junho em endereço ainda não confirmado pelo Banco do Brasil. Tão logo avisem o local, publico aqui para vocês.

Lembrando que todos os ingressos serão para a partida de DOMINGO, apenas.

Combinado?

Fiz o post bem rapidinho, para que vocês tenham mais tempo para poder participar. Qualquer dúvida, entrem em contato.

Agradeço imensamente o carinho do Banco do Brasil, que ofereceu os ingressos! E domingo, será aquele mar amarelo de torcedores, que já estamos tão acostumados a acompanhar.

Sugiro que vocês acompanhem a página do BB nos Esportes no Facebook. Muita promoções legais têm acontecido por lá. 

 Boa sorte a todos!

domingo, 29 de maio de 2011

Estreia com vitória, liderança do grupo e um bom pontapé na luta pelo decacampeonato da Liga Mundial.

Seleção faz o dever de casa e passa por Porto Rico. Foto: FIVB
Não assisti a nenhuma das duas partidas do Brasil, já que enquanto a seleção principal estava estreiando em San Juan, eu estava assistindo aos amistosos da seleção masculina juvenil contra a Argentina aqui em Juiz de Fora. Mas, pelo que li e assisti, foi uma estreia bem previsível: vitórias tranquilas sobre a fraca seleção de Porto Rico e alternâncias de bons e maus momentos, fruto da falta de entrosamento natural em início de campeonato.

Para uma seleção que nos últimos nove anos venceu oito edições da Liga Mundial, a expectativa é a melhor possível.

Além do mais, contar com o retorno de Gustavo e Serginho e com a ascenção do ponteiro João Paulo Bravo só aumenta as esperanças pelo deca.

Após as duas vitórias por 3 sets a 0 contra Porto Rico, o Brasil receberá a Polônia no Maracanãzinho já no próximo final de semana.

Jogando em casa, com mais uma semana para adquirir ritmo e jogando efetivamente com um adversário à altura, aí sim a Liga Mundial começará para valer.
 
Lembro a todos do Prêmio Top Blog 2011. O Primeiro Set está na disputa e peço a ajuda de vocês na votação! Ao final do Prêmio,  caso o blog consiga ficar entre os 100 primeiros da categoria esporte, sorteio de dois exemplares do livro Brasil, o país do vôlei, oferecido pela Olympikus. Conto com a ajuda de todos vocês na votação e divulgação!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ontem à noite, o canal Esporte Interativo anunciou que vai exibir as principais competições do vôlei brasileiro em 2011. No pacote adquirido, serão mais de 140 transmissões em 7 competições: Superligas Masculina e Feminina, Liga Mundial, Grand Prix, Copa do Mundo Masculina, Copa do Mundo Feminina e Circuito Mundial de Vôlei de Praia.

Certamente, a notícia que todo torcedor queria ouvir/ler há anos. Poder acompanhar o esporte nacional mais vitorioso da atualidade em TV aberta era uma reivindicação para lá de antiga.

Todos os 7 eventos agradecem, mas acredito que os mais benefeciados sejam a Superliga e o Circuito Mundial. Pela Superliga, será a oportunidade dos torcedores que não têm TV por assinatura voltarem a acompanhar a competição. Antes dessa aquisição, o máximo que o telespectador de canal aberto ia assistir era a final masculina e feminina, na Rede Globo.

O Circuito Mundial, então, que esteve completamente abandonado na temporada passada, tanto na TV aberta, quanto na fechada, tem a chance de reapresentar os jogadores de vôlei de praia ao país. Recordo, que em 2010, nem pela internet era possível assistir aos jogos das duplas brasileiras. Segundo me informou a própria assessoria da FIVB, a Globo, detentora dos direitos de transmissão, além de não televisionar as partidas, havia solicitado à Federação o bloqueio das transmissões para internautas brasileiros, que tentavam assistir pela TV FIVB.

Ou seja, diante do sofrimento pelo qual passava o torcedor e pela falta de espaço que os atletas enfrentavam, a notícia é muito bem aceita. 

Até que enfim, a parceria monopolística entre CBV e Globo, que pouco ou em nada contribuiu para a divulgação do voleibol brasileiro nos últimos anos, ganha um capítulo mais animador.

Será também a oportunidade do Esporte Interativo se expandir ainda mais. A emissora, segundo o site ESTADÃO.COM.BR, tem um projeto audacioso. Atualmente, cerca de 100 milhões de pessoas assistem ao canal. A meta é que o sinal seja transmitido para 80% da população, ou mais de 152 milhões de brasileiros, entre 2014 e 2016.  E diversificar a programação, será uma boa ideia para se chegar aos resultados pretendidos.

Certamente, o anúncio de ontem foi a melhor notícia que torcedores e atletas puderam ter nesse início de 2011. Acho que tanto o vôlei, quanto Esporte Interativo, têm tudo para se dar bem nessas transmissões.

                  

sábado, 8 de janeiro de 2011

Fim das atividades 2010, início da temporada 2011 e muitas emoções para o vôlei brasileiro. O novo ano que começou há poucos dias promete ser bastante agitado e com muitas competições ao longo da temporada. Tem disputas nacionais, internacionais; de clubes, seleções, duplas e muito mais. Trago uma lista com as disputas mais importantes no esporte nessa temporada:

- Superliga: grande disputa dos clubes brasileiros nesses primeiros meses de 2011. No masculino, cuja disputa já recomeçou essa semana, a briga será boa e sem chances de previsões: Sesi, Vôlei Futuro, Montes Claros, Cimed, Sada/Cruzeiro, Pinheiros, Medley/Campinas, Minas, todos lutando ponto a ponto pelo título da melhor Superliga da história, que está prevista para ser decidida no penúltimo final de semana de abril. Na Superliga feminina, que recomeça no próximo dia 12 e tem tudo para seguir agitada até o dia 1 de maio, a pergunta é se aparecerá um time capaz de mudar a já tradicional final entre Rio e Osasco.

Muito vôlei para o torcedor brasileiro em 2011. Foto: CBV
Liga Mundial: disputa que acontece entre 27 de março e 10 de julho, com finais na Polônia. Seleção masculina presente no grupo A da primeira fase da competição, junto com Estados Unidos, Polônia e Porto Rico. Atuais eneacampeões, os comandados de Bernardinho buscarão chegar ao décimo título na competição. E as chances serão enormes para que esse feito aconteça.

- Grand Prix: acontece entre 5 e 28 de agosto, com finais em Macau, na China. Participando da competição como país convidado, a seleção feminina lutará para conquistar novamente o torneio, que ficou nas mãos das americanas em 2009. Pode ser o fim do jejum de títulos, já que em 2010 a seleção não conquistou nenhum campeonato.

- Copa do Mundo Feminina: disputada no Japão, entre 4 a 18 de novembro de 2011.Torneio classificatório para as Olimpíadas de Londres 2012. As meninas do Brasil lutarão pelo ouro da competição, que escapou nas últimas duas edições.Tem tudo para ser o maior desafio da seleção nessa temporada.

- Copa do Mundo Masculina: assim como a Copa do Mundo Feminina, acontece no Japão, entre 20 de novembro e 4 de dezembro e decide as seleções que estarão na disputa dos jogos olimpícos 2012. A seleção masculina vai atrás do tri-campeonato da competição.

- Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia: com disputas já começando no próximo dia 12, a competição sofrerá muitas mudanças. De acordo com a CBV, o objetivo é fortalecer o evento e torná-lo cada vez mais forte. Dentre as principais mudanças está o aumento da pontuação dos sets, que anteriormente era de 18, para 21 pontos e a redução do ranking de 24 para 18 duplas por etapa. E para a primeira etapa do ano, muitas novas duplas serão conhecidas. Destaque para Thiago e Pedro Cunha, campeões em 2010, que jogarão separados. Thiago fará dupla com Harley e Pedro Cunha com Pedro Solberg. Além dos jogos do CBBVP, o vôlei de praia ainda contará com as etapas do Circuito Estadual e SUB-21.

- Circuito Mundial de Vôlei de Praia: uma disputa boa entre duplas brasileiras, americanas, chinesas, alemãs, espanholas, dentre outras, tanto no feminino, quanto no masculino. Os destaques do calendário 2011 ficam por conta do Canadá, que volta à lista após algumas temporadas e da China, que receberá um Grand Slam na mesma arena da disputa olimpíca de 2008. As etapas da temporada 2011 começarão a contar pontos para o preenchimento das 32 vagas para os jogos de Londres 2012 (16 no masculino e 16 no feminino). Devido às mudanças de classificação anunciadas pela CBV, a dúvida é se as vagas ficarão com as duplas que as conquistarem ou se a CBV escolherá as parcerias que irão à Londres.

- Rei e Rainha da Praia: a mais charmosa competição do vôlei de praia brasileiro está programada para acontecer nos dias 12 e 13 de março. Ao invés da tradicional formação de duplas, jogadores e jogadoras farão uma disputa direta entre si e aqueles que mais jogos ganharem, serão eleitos Rei e Rainha da temporada.

- Campeonato Mundial de Vôlei de Praia: competição de maior destaque na temporada e que acontece a cada dois anos, será disputada na Itália, entre os dias 14 e 26 de junho. As duplas brasileiras buscarão o ouro, que escapou de Juliana e Larissa e Harley e Alison na última edição realizada na Noruega, em 2009.

- Jogos Pan-americanos de Guadalajara: maior competição do continente, no mês de outubro, reunirá as quatro modalidades do vôlei brasileiro: indoor masculino e feminino e vôlei de praia também masculino e feminino. Nos últimos jogos, disputados no Rio, em 2007, o Brasil só não foi campeão com a seleção feminina, que perdeu a final no tie-break para Cuba. Em 2011, será a chance das meninas se redimirem e o país voltar do México com os quatro ouros.

As datas de todas as competições 2011 já divulgadas estão disponíveis no link CALENDÁRIO do blog.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Títulos e muitas alegrias. Um ano para ficar marcado na memória do torcedor brasileiro. Quando muitos acreditavam que 2010 seria lembrado pelo hexa da seleção masculina de futebol, o vôlei roubou a cena e se transformou no esporte do ano.

Murilo, o atleta do ano. Foto: FIVB
Nas competições nacionais de quadra, uma Superliga de altíssimo nível. No masculino, final entre dois jovens times de história bem parecida. Cimed, um pouco mais velho e exper na habilidade em conquistar títulos e Montes Claros, modesto time mineiro que derrubou o favoritismo dos grandes, inclusive de seu conterrâneo da capital, Minas, e apresentou ao Brasil a paixão de toda uma cidade pelo voleibol.

O “piá atômico” das Minas Gerais fez de seu ginásio um verdadeiro caldeirão e ainda coroou o maior pontuador da história da competição: o autêntico e empolgante Lorena.

Pelo time catarinense, um tetracampeonato de um time que nasceu para ganhar títulos. Bruninho, Lucão, Thiago Alves e Cia. conquistaram o quarto título da Superliga, nos cinco anos de existência da equipe. Cinco anos para se tornar, ao lado do Minas, o maior vencedor da competição. 

Na disputa feminina, a final que há alguns anos vinha predominando. Rio e Osasco, de patrocinador novo, após quase fechar as portas por falta de apoio. E quando todos acreditavam que a equipe de Bernardinho repetiria as quatro últimas façanhas, eis que surgem Natália e Jaqueline, destaques da equipe paulista na decisão, para impedir mais uma conquista do Rio. 

Nas quadras internacionais, e de uniforme novo, foi preciso aprender a pronunciar uma palavra um tanto quanto complicada: eneacampeão, denominação dada à seleção nove vezes campeã da Liga Mundial masculina. Além da palavra difícil, aprendemos que o Brasil tornou-se o recordista absoluto em conquistas dessa competição.

Título que rendeu entrevista ao vivo de Bernardinho ao Jornal Nacional, com direito a elogios rasgados aos comandados pelo técnico. Mas, a conquista maior ainda estava por vir. Depois da polêmica derrota para a Bulgária, a seleção descontou a raiva pelo regulamento mal elaborado, acabou convencendo os críticos ao atropelar a arqui-rival Cuba na decisão e sagrou-se Tri-Campeã Mundial (2002-2006-2010). 

Alegrias demais com os meninos e um gostinho de quase com as meninas. No Grand Prix, após perderem Mari e Paula Pequeno, inclusive para o Mundial, a seleção, que perdeu dois, dos cinco jogos finais, teve que se contentar com a prata.

E na sequência, uma grande expectativa em mudar o final de um filme já visto em 2006, quando a equipe brasileira sofreu uma triste e dolorosa derrota para a Rússia. As meninas jogaram bem, convenceram até a decisão, mas, no tie break, foram paradas por Gamova,  Sokolova e mais uma seleção de “ovas”.  Novamente, as russas estragaram o tão sonhado título Mundial. 

Ju e Larissa, pentacampeãs mundiais. Foto: FIVB
Na praia, mais emoções. O Brasil e o mundo foi dominado por Juliana e Larissa. A dupla, que chegou ao tetra brasileiro e ao penta mundial, reinou e fez a melhor temporada da carreira.

Venceram onze das doze etapas do Circuito Brasileiro, foi recordista em títulos na história do Circuito Mundial e, enfim, entraram para o Livro dos Recordes, por vencerem o jogo mais longo de todos os tempos do vôlei de praia, contra as terríveis Wash e May, em 2005.

O reinado só esteve ameaçado quando Maria Elisa, numa virada surpreendente, roubou a coroa de Rainha da Praia já quase nas mãos de Larissa. 

Entre os homens, 2010 foi o ano das separações. Ricardo e Emanuel, antes parceiros, viraram adversários. Márcio e Fábio Luiz, medalhistas em Pequim, também repetiram a história, assim como Harley e Alison, dupla sensação do ano anterior.

Em meio a essa onda de fim de parceria, Thiago e Pedro Cunha chegaram de mansinho, foram surpreendendo etapa a etapa e garantiram o título do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia com uma etapa de antecipação.

Pedro transformou separação em superação, ao ser campeão depois de muitos meses parado por conta da rara lesão que quase o afastou definitivamente das areias. No Circuito Mundial, Alison e Emanuel tentaram ficar na cola de Rogers e Dauhauser, mas os norte-americanos, que estão consolidados há mais tempo, acabaram levando a melhor.

Para fechar o ano em grande estilo, domínio do vôlei  nas indicações do Prêmio Melhores do Ano do esporte brasileiro. Não ganhou tudo, mas consagrou Murilo como o melhor atleta masculino e Bernardinho como o melhor técnico em esportes coletivos.

Se tivesse eleito também Ju e Larissa a melhor, no caso, as melhores atletas, não seria nada demais. 

Mas, fechar a conta com dois terços do Prêmio Melhores do Ano e algumas dezenas de bons motivos para se orgulhar da temporada espetacular faz o vôlei ser, sem dúvidas, o melhor esporte nacional em 2010.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

De arrepiar! Assim foi mais um título do nosso voleibol brasileiro. A seleção masculina de vôlei é eneacampeã da Liga Mundial e de quebra, agora é também a maior vencedora da história dessa competição.

Nove vezes! Não é para qualquer um. Que se calem os críticos, mas a verdade é que a cada dia nos tornamos mais o país do vôlei. Uma grande potência e vitrine para o mundo!

Brasil, eneacampeão da Liga Mundial.
Méritos para Bruninho, Vissoto, Giba, Sidão, Thiago Alves, João Paulo, Maurício, Rodrigão, Lucas, Marlon, Wallace, Thiago Barth, Sandro, Murilo e Mário Júnior. E como jogaram esses dois últimos: Murilo, eleito o MVP da competição e Mário Júnior, o melhor líbero. Baixou o espiríto de Serginho no menino e para ele não teve uma bola perdida. Mas, muito mais que um jogador em particular, brilhou um grupo, ensinando a todos o que é um esporte coletivo.

Méritos também para Bernardinho. Enquanto a seleção de futebol busca um técnico que promova renovação e liderança, o vôlei já o tem há anos. Ele soube formar uma nova equipe sem deixar morrer a energia e vibração das gerações anteriores, soube ensinar aos calouros do grupo que mais do que títulos, o vôlei brasileiro é marcado pela raça, determinação e alegria. Alegria de dar peixinhos a cada conquista, de sentir a união dos jogadores, de ver um ginásio argentino render-se às bandeiras brasileiras.

Que pena que nossos queridos hermanos não curtam tanto o vôlei como nós. Nossa seleção merecia um público maior, mas acho que eles não tinham ideia do que estavam perdendo, não imaginavam que estavam diante do nosso maior orgulho atual. Talvez da próxima vez, ao invés de colocarem Maradona como senha na internet do ginásio, notem a ignorância e coloquem Bernardinho.

Que argentinos e muitos brasileiros desinformados vejam hoje que o mundo é verde-amarelo, veste a amarelinha e domina a bola como ninguém. Mas, uma outra bola: a de vôlei.

Vibremos com essa conquista porque ela é a prova que essa nova seleção vai longe. E que venha a Copa do Mundo em setembro porque nessa Copa o nosso favoritismo dispensa comentários.

E soltem o grito: ENEACAMPEÃO!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Copa do Mundo acabou, o Brasil decepcionou e fica a indagação: depois do baixo desempenho da nossa seleção é hora do jornalismo esportivo brasileiro abrir espaço para outras modalidades?

Seleção feminina, campeã olímpica em Pequim 2008
Como esse blog é um espaço para o vôlei, vou fazer minhas considerações em cima desse esporte, mas dava para incluir também basquete, ginástica, atletismo, natação e muitos outros. 

Nos últimos anos, o futebol brasileiro não tem conseguido grandes resultados. Conquistamos o penta em 2002 e nas últimas duas Copas, amargamos eliminações precoces nas quartas-de-final. 

Mesmo com os cofres abarrotados (10 patrocinadores e R$ 220 milhões em 2010), a CBF não consegue resgatar o prestígio do melhor futebol do planeta.

E o vôlei? Nos últimos anos, ele não para de crescer.

De 8 anos para cá, mesmo tempo do último título na Copa, são várias as conquistas: ouro e prata olímpica no masculino indoor, ouro e bronze olímpico feminino indoor, ouro e prata olímpica masculina no vôlei de praia e mais uma prata feminina no vôlei de praia.

Vale lembrar que nunca fomos campeões olímpicos no futebol.

E, além das Olimpíadas, ainda nesse período, temos 6 títulos na Liga Mundial Masculina (com chances do 7º daqui a alguns dias), 5 no Grand Prix Feminino, 1 no Campeonato Mundial do Vôlei de Praia, 11 no Circuito Mundial de Vôlei de Praia (entre homens e mulheres), além de várias premiações individuais.

Mas, tantos resultados expressivos não condizem com a realidade do esporte.

O vôlei, mesmo sendo o segundo esporte mais popular do país, carece de apoio. Em 2010, o vôlei de praia, modalidade mais esquecida, contou com apenas três transmissões em TV aberta. O desafio 4x4, a final masculina e feminina do Circuito Mundial de Brasília e só!

Por conta disso, os patrocínios desaparecem. O salário mensal de um jogador de seleção de futebol daria para bancar as despesas de uma dupla quase que o ano inteiro. Há jogadores que se esforçam para levantar R$ 300 mil anuais para viagens, hospedagens, salários de comissão técnica, etc. O que são R$ 300 mil para o futebol? E o pior é que muitos tentam, mas nem todos conseguem essa quantia. 

Márcio e Fábio Luiz e a surpreendente prata em Pequim
Triste ver os vice-campeões olímpicos Márcio e Fábio Luiz suplicando ajuda ao governo Lula na volta de Pequim. 

Triste ver Maria Elisa, rainha da praia 2010, chorando um patrocínio para Vivian, sua parceira na decisão. 

Até o melhor jogador do mundo em 2008, Harley, sofreu com a falta de patrocínio no início de 2009.

No indoor, a realidade é a mesma. Clubes vêm fechando as portas por falta de dinheiro. Osasco, vice- campeão da Superliga 2009, esteve prestes a encerrar suas atividades. Brasil Vôlei tentou, não resistiu e chegou ao fim.

Exemplos de desvalorização não faltam. E isso porque é o segundo esporte do país. Imaginem os outros?!
Criticar a ausência de uma medalha feminina no vôlei de praia em Pequim 2008 é fácil, difícil é ir além e analisar a situação.

Sou super patriotista, adoro futebol, mas acho que esse cenário esportivo que foca só os gramados precisa mudar. Tem até melhorado um pouco nos últimos anos, mas está longe de ser o ideal. É preciso mais vôlei na TV aberta. Duvido que a audiência vá ser tão ruim assim. É preciso mais patrocínio, visibilidade e reconhecimento. 

É preciso enxergar que o esporte de um país é muito mais que uma Copa do Mundo.
Aos otimistas como eu, fica a esperança que em 2014 tenhamos o hexa da seleção aqui no Brasil e que nas Olimpíadas Rio 2016 tenhamos também uma estrutura que permita muitos ouros para o vôlei brasileiro.
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