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sábado, 16 de março de 2013

Vitórias, retomada da confiança e títulos ao lado do parceiro Ricardo.
O mundo do vôlei de praia se despediu hoje de um dos grandes nomes da modalidade nestes últimos anos.

Com a derrota para Bruno/Hevaldo nas quartas de final da etapa de Maceió do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, Pedro Cunha põe fim a uma carreira de 13 anos nas areias e deixa o vôlei de praia um pouco mais triste.

Depois da parada de Larissa, que deixou uma lacuna que tão cedo não será preenchida no vôlei de praia feminino, será a vez do naipe masculino sentir o mesmo.

De temperamento forte, Pedro talvez seja até visto como marrento por alguns torcedores. Mas, como prefiro trabalhar com a ideia de que atletas não são super-heróis e têm também seus defeitos como nós, simples mortais, o jeito pavio curto com parceiros, adversários, juízes ou seja lá quem for em alguns momentos não tira nem o pouco do talento de um dos atletas mais completos que já vi passar pelo vôlei de praia.

Talento e superação de um jogador que tinha tudo para parar ainda mais precocemente e que deu a volta por cima duas vezes no mesmo ciclo olímpico.

Mesmo seriamente lesiosado em 2009 e depois novamente em 2011, Pedro teve forças, brilhou como ninguém ao lado de Thiago na temporada de Circuito Banco do Brasil 2010 e, depois de se machucar a pouco mais de um ano para os Jogos de Londres, teve forças para vencer uma das mais acirradas disputas para estar numa Olimpíada.

Se Deus foi injusto com ele em algum momento, certamente foi na eliminação a um jogo das semifinais em Londres. Uma participação olimpíca que, no mínimo, merecia um bronze.

Mas se o esporte não é justo em todos os momentos e se os logo depois campeões olímpicos Brink/Reckermann jogaram melhor aquela semifinal, o 5º lugar não merece ser desprezado.

Para 2016, sem defensores como os até lá quarentões Márcio e Harley, na incerteza se o também quase quarentão Emanuel resistirá a um novo ciclo olímpico e sem muitas opções de bons (e experientes) defensores na nova safra de jogadores, Pedro certamente será lembrado não só pelo que fez, mas pelo que ainda podia oferecer ao vôlei de praia brasileiro.

Uma despedida triste, por saber que dava para tê-lo por mais tempo! Um adeus a um atleta com inteligência, personalidade, foco, convicção.

Como diria Pedro Bial: Vai, Pedro Cunha, seguir feliz na sua vida pessoal! E obrigada por tudo o que fez ao nosso vôlei de praia.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Aos 29 anos, Cunha decide encerrar carreira de 13 anos.
Nos últimos meses, o vôlei de praia brasileiro vem sofrendo uma série de baixas no "alto escalão" da modalidade.

Depois da aposentadoria de Renata, parceira de Talita nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, e da parada de Larissa, que ainda não sabe se voltará ou não às quadras, foi a vez de Pedro Cunha anunciar que seguirá outros rumos após a penúltima etapa da temporada 2012/13 do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, que será disputada em Maceió, daqui a 15 dias.

Parceiro de Ricardo há aproximadamente um ano e meio, e quinto colocado em Londres, Pedro alega desmotivação pós-Olimpíada e cansaço por conta da grande exigência na vida de um atleta profissional.

Pedro não tem uma medalha olímpica no currículo e nem menos um pódio na Copa do Mundo, que são as duas maiores competições da modalidade, mas nem por isso o atleta deixa de ser uma perda significativa para o vôlei de praia brasileiro.

Sem lesões, motivado e jogando em casa, a sua participação na Olimpíada do Rio poderia dar bons frutos ao Brasil. Até porque, analisando a lista jogadores atualmente presentes na seleção de vôlei de praia, percebe-se a carência de bons defensores nacionais e com experiência em competições internacionais.

Caso Emanuel não aguente um novo ciclo olímpico, a situação pode se complicar ainda mais.

No entanto, Pedro decide colocar em prática uma ideia que já vinha amadurecendo desde a grave lesão que sofreu em 2009. Naquela época, depois de mais de 6 meses parado, ele dava entrevistas dizendo que não parou de vez por muito pouco.

E agora, aos 29 anos de idade, resolve seguir outros caminhos. Certamente, uma perda imensa para o vôlei de praia.

Com a aposentadoria de Cunha, a dúvida é qual será o novo parceiro de Ricardo. O veterano apostará num defensor mais jovem da seleção? Márcio/Ricardo podem reeditar dupla? Harley, escolhido pelo baiano na final do Rei da Praia, também entra na briga? O que vocês acham?

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jogando na cidade onde treinam, Ju/Maria garantem título.
A temporada não era nova, mas, diante das várias trocas de parcerias no feminino, a expectativa era de uma etapa de Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia com resultados bem diferentes em Fortaleza.

Mas, se não fosse pela troca de Larissa por Maria Elisa no lugar mais alto do pódio, podia-se dizer que nada foi alterado.

Estreando a nova parceria, Juliana/Maria Elisa quase não se importaram com a falta de entrosamento e venceram a etapa cearense sem grande esforço. Na decisão de hoje, 2x0 (21/19 e 21/13) contra as também estreantes Ângela/Neide e primeiro título garantido de forma invicta.

Lili/Rebecca, campeãs da última etapa 2012, fecharam o pódio. 

Pelo masculino, pouca coisa mudou, principalmente para Pedro Solberg/Bruno Schmitd. Tirando a derrota para Rodrigo Saunders/Luciano ainda na primeira fase, que derrubou uma invencibilidade de 30 jogos da dupla, os resultados foram os mesmos.

Vitória expressiva contra Ricardo/Pedro Cunha nas semifinais, decisão tranquila contra Márcio/Fernandão (21/18 e 21/17), quarta conquista consecutiva e título do Circuito BB muito próximo de ser alcançado, mesmo ainda restando três etapas para o final da temporada.

Alison/Emanuel, derrotados pelos surpreendentes Márcio/Fernandão ontem, viraram para cima de Ricardo/Pedro Cunha na decisão de 3º lugar (19/21, 21/15 e 15/10) e fecharam o pódio.

Harley alcança marca de 1000 vitórias
Mesmo eliminado ainda na primeira fase, a única vitória de Harley/Benjamin em Fortaleza garantiu a milésima vitória na carreira do brasiliense.

Além dele, somente Adriana Behar, Shelda, Sandra Pires, Juliana, Larissa, Franco, Roberto Lopes, Ricardo, Emanuel, Márcio e Benjamin já alcançaram a marca.

Faltando três etapas para o final da temporada, o Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia dará uma pausa de 30 dias para a disputa dos torneios Rei e Rainha da Praia. Nas próximas postagens, detalhes da competição mais charmosa do vôlei de praia brasileiro.

Foto: Laudemir Nogueira/CBV

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"Peixinho" de Zé marcaria as comemorações de 2012.
De volta à vida! Depois de uns dias bem longe da internet e com as energias renovadas, é hora de escrever o terceiro post da retrospectiva do vôlei brasileiro em 2012. E confesso que esse é uma das postagens mais emocionantes de toda a história do Primeiro Set. Afinal, Olimpíada é um evento mágico, que mexe com a gente. Recordemos:

- Vôlei de Praia Feminino: Talita/Maria Elisa em 9º e Juliana/Larissa bronze
Juliana/Larissa não começaram bem 2012, mas sobraram em todos os quatro anos de ciclo olímpico. Talita/Maria Elisa garantiram três pódios nas três primeiras etapas de Circuito Mundial da temporada, inclusive vencendo as Walsh/May, Xi/Xue e as próprias Juliana/Larissa.

Na primeira fase, vitórias tranquilas para ambas as parcerias. Mas logo nas oitavas-de-final,  a primeira queda: Talita/Maria, longe daquela bonita vibração que vinham tendo, cairam diante das "zebras" Slukova/Kolocova por 2x1 (21/16, 20/22 e 15/9) e precocemente deram adeus aos Jogos: uma 9ª colocação, justa pela partida, mas injusta pelo voleibol apresentado durante os anos das parcerias.

Restando apenas Ju/Larissa, a expectativa era que a tão aguardada decisão contra Walsh/May fosse confirmada dias depois. E quando tudo parecia caminhar para isso, Kessy/Ross venceriam um dos confrontos mais inacreditáveis de Londres: virada para cima das brasileiras (15/21, 21/19 e 15/12), final 100% norte-americana e "apenas" possibilidade de bronze para o Brasil.

Ju/Larissa não começaram bem a partida contra as chinesas Zhang Xi/Xue, mas no fim acabou vencendo a dupla mais experiente: 2x1, de virada (11/21, 21/19 e 15/12), e primeira medalha do vôlei para o Brasil.

- Vôlei de Praia Masculino: Ricardo/Pedro Cunha em 5º e Alison/Emanuel prata
A primeira Olimpíada do "Mamute" Alison e a quarta consecutiva do consagradíssimo Emanuel. A primeira participação olímpica do "Highlander" Pedro Cunha - que sofreu duas sérias lesões durante o ciclo olímpico - e a quarta consecutiva de Ricardo, ex-parceiro de Emanuel e ouro, prata e bronze nos últimos três Jogos.

Alison e Emanuel, vencedores de todas as cinco competições que disputaram em 2011, eram os grandes favoritos. Mas o bom e rápido entrosamento de Ricardo e Pedro no ano final da preparação olímpica também credenciava a dupla como candidata ao pódio.

Tudo ia bem: primeira fase invicta, segunda idem e confiança em alta. No entanto, o caminho dos brasileiros contou com uma dura pedra pelo caminho, a mesma que parou Harley e Alison na Copa do Mundo de Vôlei de Praia 2009.

Nas quartas, vitória dos alemães Brink/Reckermann por 2x0 (21/15 e 21/19) e 5º lugar para Ricardo e Pedro. Uma derrota amarga, que pela primeira vez faria Ricardo voltar para casa fora do pódio.

Na decisão, mais um golpe: depois de um primeiro set apertado, de um bom placar brasileiro no segundo e de uma incrível reação verde-amarela no finalzinho do tie-break, vitória por 2x1 (21/23, 21/16 e 14/16) e ouro para os alemães.

- Seleção Masculina: russos surpreendem e ouro escapa em jogo praticamente encerrado
Domingo, Dia dos Pais, Bernardinho, Bruninho e um roteiro que parecia coroar de vez o incrível histórico do técnico da seleção masculina.

Depois de algumas partidas em ritmo de Liga Mundial, a "lavada" nos italianos (25/21, 25/12 e 25/21) enfim colocaria a equipe nos trilhos. De quebra, seríamos a única seleção a chegar em três finais olímpicas consecutivas.

Na decisão, 2x0 para os brasileiros, dois match points e ouro muito, muito próximo. No entanto, eis que os russos conseguiriam reverter uma partida praticamente perdida (19-25, 20-25, 29-27, 25-22 e 15-9) e transformar todo o céu brasileiro em inferno em questões de minutos.

"Mais" uma prata e rótulo de amarelões indo passar um novo ciclo olímpico em mãos masculinas.

- Seleção Feminina: russas de volta para casa e bi-olímpico verde-amarelo
Primeira fase nada animadora: três vitórias (duas no tie-break), duas derrotas e classificação com um modesto quarto lugar no Grupo B.

Diante dos resultados nada animadores, poucos acreditariam numa reviravolta tão grande em tão pouco tempo. Mandar as russas de volta para casa ainda nas quartas? Poucos acreditariam.

Mas isso aconteceu! Depois de salvarem seis match points e fecharem a partida com parciais de 24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e 21/19, o ouro seria uma questão de tempo.

Vitória tranquila contra japonesas nas semifinais, vitória também tranquila na decisão contra as norte-americanas (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17) e bi-campeonato olímpico garantido!

Ouro, "peixinhos" e muita emoção na bagagem de volta ao Brasil!

domingo, 14 de outubro de 2012

Ju/Larissa anunciam separação, mas vencem em BH.
Terceiro título de Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia consecutivo, mil vitórias na carreira, 60ª conquista nacional e dias contados para o fim! Muito provavelmente, 9 de dezembro de 2012 será o último dia de atuação de uma das parcerias mais vitoriosas do vôlei de praia brasileiro.

Mas, mesmo com a confirmação oficial da separação anunciada durante a semana, Juliana e Larissa não tiveram dificuldades em assegurar o terceiro título da temporada 2012/13, disputado em  Belo Horizonte.

Vitória nas semifinais contra Talita e Maria Elisa, que também confirmaram a separação da parceria, vitória na decisão sobre Ágatha/Bárbara Seixas e certeza de que juntas Juliana e Larissa sobram diante das adversárias nacionais.

Um título já com gostinho de despedida para uma dupla que terá apenas três etapas pela frente, mas uma conquista que confirma uma das regularidades mais impressionantes do vôlei de praia brasileiro dos últimos anos. Mesmo sem ter nada a perder, a dupla aponta que fará valer o mesmo espiríto vencedor até o último lance disputado.

Vindas do Circuito Banco do Brasil Nacional, Ângela e Neide completaram o pódio feminino em Minas.

Título masculino para Ricardo e Pedro Cunha
Depois de confessarem ter jogado bem abaixo do esperado na etapa de Goiânia, Ricardo e Pedro Cunha se apresentaram bem novamente e ficaram com o título masculino em Belo Horizonte.

Vitória na decisão contra Thiago e Álvaro Filho e liderança do ranking assegurada.

Bruno Schimtd e Pedro Solberg, que venceram em Goiânia, ficaram com a 3ª colocação em Belo Horizonte.

PS: É com muita alegria que eu agradeço a todos pelos votos no Prêmio Top Blog 2012. Com a ajuda de todos vocês, o Primeiro Set, pelo segundo ano consecutivo, foi eleito um dos 100 melhores blogs esportivos do país! Muito, mas muito obrigada mesmo. A votação do 2º turno já começou e a meta é ficar novamente entre os 30 mais bem colocados na classificação final. Se você acha que o Primeiro Set merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país. 

Foto: Maurício Kaye/CBV 

domingo, 30 de setembro de 2012

Depois de falso doping, Pedro volta a ser campeão. Foto: CBV
Uma etapa! Esse foi o tempo necessário para que a velha nova dupla do vôlei de praia masculino conquistasse seu primeiro título do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.

Depois de viver todo o drama com a falha acusação de doping ano passado e de tentar recuperar o tempo perdido na corrida olímpica jogando ao lado de Márcio, o inferno astral de Pedro Solberg  enfim chega ao fim após o título de hoje em Goiânia.

Boas apresentações nas fases classificatórias, dois sets convincentes na decisão contra Ricardo e Pedro Cunha (21/11 e 21/17) - que não jogaram tudo o que sabem, é verdade - e expectativas positivas quanto ao futuro da reeditada parceria (Solberg e Bruno já jogaram juntos em 2006 e 2009).

E o que o resultado de hoje significa? Significa, basicamente, que dentro de quadra e longe de polêmicas, Solberg é, indiscutivelmente, um dos melhores bloqueadores brasileiros. Já Schimtd demonstra mais uma vez sua incrível facilitade de adaptação a novos parceiros (vale lembrar que há 15 dias ele era vice ao lado de Franco, na etapa de Cuiabá).

Verdade que nas outras duas recentes estreias, Pedro foi campeão logo em (re)estreia de parceria: com Harley (2010) e com Pedro Cunha (2011). Mas, caso ânimo e motivação sejam mantidos, hoje pode ter surgido mais uma aposta importante para Rio 2016.

Mais distante do objetivo olímpico, mas numa temporada muito regular, Bruno e Hevaldo terminaram a etapa em 3º lugar, chegando a mais um pódio na temporada.

Juliana e Larissa, de novo

Pouco a dizer sobre o título feminino. Mais uma vez, em mais uma apresentação muito segura, Juliana e Larissa faturam mais uma etapa brasileira.

Mesmo cansadas com a maratona pré-olímpica e olímpica, a dupla vem mantendo o fôlego e passando tranquilamente sobre as adversárias. No final, 2x0 (21/14 e 21/17) na decisão de hoje e segundo título em duas etapas da nova temporada 2012/13.

Mas talvez a segundo lugar em Goiânia mereça mais destaque: jogando juntas pela primeira vez, Val e Taiana quase não sentiram a falta de entrosamento, jogaram felizes e sem pressão - como elas mesmo disseram - e conseguiram uma colocação de certa forma surpreendente.

Talita e Maria Elisa, derrotadas pelas vice-campeças ontem e vencedoras no duelo contra Lili e Rebecca hoje, completaram o pódio feminino.

Daqui a 15 dias, a terceira etapa do Circuito Banco do Brasil 2012/2013 vai até Belo Horizonte. (confira o calendário completo)

PS: Daqui a pouco chega ao fim a 1ª fase de votação do Prêmio Top Blog 2012. Se você acha que o Primeiro Set merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Medalhistas de prata, mas alvo de muitas críticas.
A Olimpíada se foi, a adrenalina das partidas passou e agora, com a cabeça mais tranquila, é hora de analisar os resultados do vôlei brasileiro em Londres.

Quatro disputadas, quatro medalhas: um ouro (seleção feminina), duas pratas (seleção masculina e Alison/Emanuel) e um bronze (Juliana/Larissa).

Poderia ter sido melhor? Poderia. Poderia ter sido pior? Também.

E aí a técnica do judô Rosicleia Campos tem toda razão ao dizer que o povo brasileiro é ignorante, no sentido de ignorar o esporte durante os quatro anos que separam uma Olimpíada e outra.

Poucos são os que acompanharam todas as competições do vôlei de praia durante o ciclo olímpico e viram que, diferente do que muitos comentaristas e analistas diziam, Kessy e Ross não eram tão fracas a ponto de não serem capazes de superar Juliana e Larissa.

Afinal, elas foram campeãs da Copa do Mundo 2009 justamente contra as brasileiras, fizeram parte da equipe norte-americana nos desafios 4x4 promovidos pela TV Globo, e, principalmente, terminaram em 4º lugar geral no ranking olímpico, ficando somente atrás das próprias Juliana/Larissa, das chinesas Zhang Xi/Xue e das compatriotas Walsh/May.

Mas muitos são ignorantes, no sentindo de não saber o que acontece no Circuito Mundial.

Embora fosse possível voltar de Londres com todas as quatro medalhas de ouro, é preciso reconhecer o mérito dos adversários, a grande e perigosa pressão sobre os atletas nacionais e algumas questões internas que o vôlei brasileiro ainda tem muito que evoluir.

Alison e Emanuel também tinham tudo para conquistar o ouro. Mas como alguns podem dizer, Emanuel jogou fora a oportunidade a cada bola desperdiçada. Curioso como um atleta que chegou a sua terceira medalha olímpica consecutiva (ouro em Atenas, bronze em Pequim e prata em Londres) tenha sido tão criticado nas redes sociais.

Mais uma vez, críticas vindas da ignorância.

Mais velho dos quatro atletas da decisão, toda a boa estratégia de Brink e Reckermann foi traçada em cima dele. Alemães que poucos torcedores conheciam, mas que já tinham sido campeões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia 2009 e campeões do Circuito Mundial, também em 2009.

Na Alemanha não tem praia e é frio quase que o ano todo, é verdade. Mas para se formar uma boa dupla não são apenas esses fatores que importam mais.

Seria justo que o pódio em Londres tivesse Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha, Juliana/Larissa e Talita/Maria Elisa? Seria. No entanto, as várias etapas mundo afora fizeram com que o vôlei de praia deixasse de ser exclusividade nacional, fazendo com que alemães, russos, poloneses, austríacos, letões, também aprendessem a jogar em alto nível.

Nível que, surpreendentemente, tirou os norte-americanos do pódio masculino. Quem diria que Rogers/Dalhauser e Gibb/Rosenthal, nascidos num país tão forte na modalidade, assim como o Brasil, não passariam de um amargo 5º lugar geral?!

Resumindo: é extremamente injusto e ignorante criticar a cor das medalhas do vôlei de praia, esporte que ainda tem muito que se acertar internamente. Afinal - não com as quatro parcerias que foram para Londres, mas com as muitas que ficaram pelo meio do caminho - falta patrocínio, incentivo, caça e desenvolvimento de novos talentos, etc, etc, etc.

Não foi justo com as duplas que estiveram nas Olimpíadas 2012, mas a ausência do ouro foi pertinente no sentido de que muito ainda se tem que trabalhar na questão das dirigências internas e na própria análise crítica de nós torcedores, que ainda não conseguimos entender que, para um país que é 88º em educação, 84º em Desenvolvimento Humano e 72º em inclusão digital, estar em 24º lugar no ranking de medalhas é um feito que merece comemoração.

Quem sabe isso tudo não se acerte e o resultado seja ainda melhor em 2016. Eu acredito!

Como só falei de vôlei de praia, depois volto com um post sobre os resultados indoor.

PS: Mais uma vez o Primeiro Set foi indicado para participar da maior premiação da blogosfera brasileira: o Top Blog Brasil. Se você acha que o blog merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país.  

Foto: Maurício Kaye/FIVB 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Alison/Emanuel suaram, mas garantiram vaga nas semis.
Um dia de fortes emoções para o vôlei brasileiro em Londres. Se a seleção masculina não teve dificuldades em passar pela Alemanha, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha trataram de testar o coração dos torcedores de vôlei de praia.

No sufoco, Alison/Emanuel estão nas semifinais
Um jogo muito mais difícil que o esperado e classificação definida nos detalhes. Alison e Emanuel passaram um sufoco terrível contra os poloneses Fijalek/Prudel, mas garantiram a classificação para a semifinal olímpica.

Depois de vencerem o primeiro set com certa facilidade, os brasileiros tiveram uma queda de produção no segundo, viram os poloneses abrir vantagem no tie-break, mas no final valeu a experiência dos favoritos ao título.

Vitória por 2x1 (21/17, 16/21 e 17/15) e zebras pela frente. Amanhã a dupla encara os letões Plavins/Smedins, que eliminaram os norte-americanos Gibb/Rosenthal na outra partida das quartas.

Sem Gibb/Rosenthal e Rogers/Dalhauser - eliminados ainda nas oitavas - os Estados Unidos ficarão fora do pódio, assim como aconteceu em Atenas 2004. Naquela ocasião, Ricardo/Emanuel ficaram com o título. Será que a história se repete?

Ricardo/Pedro Cunha fora 
O regulamento permitia e todos esperavam ver uma final brasileira em Londres. Mas o sonho parou nos alemães Brink/Reckermann, campeões da Copa do Mundo 2009, e um dos favoritos ao título.

Muito longe do voleibol apresentado nos mais de 12 meses de parceria e com pouca vibração, Ricardo/Pedro Cunha até ensaiaram uma reação, mas não tiveram forças para evitar os 2x0 (21/15 e 21/19).

Das quatro participações olímpicas, essa é a primeira que Ricardo volta para casa sem medalha. Quinto lugar e certeza de que ele podia ter chegado, pelo menos, na disputa do bronze.

Se o caminho da dupla foi favorecido anteriormente, quando o sorteio dos grupos colocou adversários mais fracos pela frente, o cruzamento com o alemães ainda nas quartas de final foi um duro golpe do destino.

Amanhã os alemães enfrentam os holandeses Nummerdor/Schuil e têm tudo para chegar à decisão.

Seleção masculina enfrenta hermanos nas quartas
Quatro vitórias em cinco jogos da primeira fase, segundo lugar do grupo e um pouco de sorte na definição do próximo adversário, conhecido através de sorteio.

Com o 3x0 (25/21, 25/22 e 25/19) aplicado na Alemanha, a equipe avança às quartas de final e enfrentará nossos hermanos argentinos, que não devem oferecer muita resistência.

Vencendo, já entramos na briga pelo bronze, no mínimo. E aí o adversário será bem mais complicado: a forte seleção americana!

Confira os horários das próximas partidas:

Terça-feira (07/08)

11h - Brasil x Rússia - indoor feminino - Quartas de final

13h - Alison/Emanuel x Plavins/J Smedins - Semifinal

17h - Juliana/Larissa x Kessy/Ross - Semifinal

Quarta-feira (08/08)

10h  - Brasil x Argentina - indoor masculino - Quartas de final

15h - decisão de 3º lugar do vôlei de praia feminino

17h - disputa da medalha de ouro do vôlei de praia feminino

Foto: Maurício Kaye/FIVB

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ju/Larissa podem encarar Talita/Maria nas semifinais.
Uma possível final 100% brasileira no masculino e encontro verde-amarelo nas semifinais.

Foi definido ontem, através de sorteio, o futuro do vôlei de praia nas Olimpíadas de Londres.

Depois de passarem invictas pelas primeira fase, as duplas brasileiras entram no mata-mata decisivo a partir de hoje com Ricardo/Pedro Cunha e Juliana/Larissa. Alison/Emanuel e Talita/Maria Elisa jogam as oitavas amanhã.

Confira abaixo todos os cruzamentos. Os horários são de Brasília.

Feminino

Semifinais
52 07-Aug vencedoras jogo #49 x vencedoras jogo #50
51 07-Aug vencedoras jogo #47 x vencedoras jogo #48

Quartas de final
50 05-Aug vencedoras jogo #45 x vencedoras jogo #46
49 05-Aug vencedoras jogo #43 x vencedoras jogo #44
48 05-Aug vencedoras jogo #41 x vencedoras jogo #42
47 05-Aug  vencedoras jogo #39 x vencedoras jogo #40

Oitavas de final
46 03-Aug 18:00 Schwaiger D.-Schwaiger x Vasina-Vozakova 
45 04-Aug  5:00 Ukolova-Khomyakova x Zhang Xi-Xue 
44 04-Aug  9:00 Liliana-Baquerizo x Cicolari-Menegatti 
43 04-Aug  17:00 May-Treanor-Walsh x Van Iersel-Keizer 
42 03-Aug 13:00 Kuhn-Zumkehr x Kessy-Ross 
41 04-Aug 14:00 Talita-Antonelli x Slukova-Kolocova 
40 03-Aug   5:00 Goller-Ludwig x Holtwick-Semmler
39 03-Aug 10:00 Larissa-Juliana x Meppelink-van Gestel


Masculino

Semifinais
52 07-Aug vencedores jogo #49 x vencedores jogo #50
51 07-Aug vencedores jogo #47 x vencedores jogo #48

Quartas de final
50 06-Aug vencedores jogo #45  x vencedores jogo #46
49 06-Aug vencedores jogo #43  x vencedores jogo #44
48 06-Aug vencedores jogo #41  x vencedores jogo #42
47 06-Aug vencedores jogo #39  x vencedores jogo #40

Oitavas de final
46 03-Aug 14:00 Nicolai-Lupo x Rogers-Dalhausser
45 04-Aug 10:00 Nummerdor-Schuil x Heuscher-Bellaguarda
44 03-Aug  17:00 Herrera-Gavira x Cunha-Ricardo
43 04-Aug 15:00 Brink-Reckermann x Samoilovs-Sorokins  
42 04-Aug  18:00 Semenov-Prokopiev x Gibb-Rosenthal
41 03-Aug  9:00 Plavins-Smedins, J x Skarlund-Spinnangr  
40 03-Aug  6:00 Fijalek-Prudel x Heyer-Chevallier
39 04-Aug  6:00 Emanuel-Alison x Erdmann-Matysik

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Foto: Maurício Kaye/FIVB

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ju e Larissa seguem vencendo sem dificuldades. Foto: FIVB
Fim da segunda rodada e até agora o vôlei brasileiro soma apenas uma derrota em Londres: invicto no vôlei de praia e no vôlei indoor masculino, o único tropeço foi no feminino, diante da favorita seleção norte-americana.

Vôlei de Praia

Juliana e Larissa: enfrentaram uma dupla mais forte do que as adversárias da primeira rodada. Mas, ainda assim, as brasileiras seguem sem dificuldades. Mais um 2x0 (21/18, 21/13), desta vez contra alemãs Ilka Semmler/Katrin Holtwick;

Ricardo e Pedro Cunha: Enfrentaram os donos da casa, que pouco entendem de voleibol. O resultado só poderia ser um 2x0 tranquilo (21/17, 21/12) sobre Steve Grotowski/John Garcia-Thompson;

Alison e Emanuel: depois do susto da primeira rodada, vitória tranquila sobre os suícos Bellaguarda (brasileiro naturalizado suiço) e Heuscher. Mais concentrados no jogo, Alison e Emanuel não tiveram dificuldades em fechar a partida em 2x0 (21/17 e 21/12).

Talita e Maria Elisa: bonita vitória sobre a dupla mais forte do grupo e uma das candidatas a uma medalha olímpica. A exemplo da primeira partida em Londres, demonstrando muita vibração e volume de jogo, a parceria passou muito bem por Goller/Ludwig por 2x1 (21/19, 29/31 e 15/13).Vitória importantíssima para deixar a dupla em primeiro no grupo e, teoricamente, com caminho mais fácil nas oitavas.

Vôlei indoor

Seleção feminina: Tudo bem, foi um 3x1 para a equipe favorita ao ouro, podem dizer alguns. No entanto, as parciais de 25/18, 25/17, 22/25 e 25/21 deixam claro que o grupo de Zé Roberto Guimarães precisa evoluir muito ainda. Além disso, uma vitória por 3x2 na primeira rodada e o 3x1 de ontem dão apenas dois pontos à seleção, que ocupa a quarta colocação no grupo. De seis, apenas quatro avançam para a segunda fase. Sinal de alerta ligado e necessidade de muitas melhorias!

Seleção masculina: Enfim, depois de longa espera, que vem desde a Liga Mundial, o Brasil fez uma partida com cara de Brasil. Postura, vibração e bom volume de jogo foram fundamentais para o 3x0 (25/21, 25/23 e 25/21) diante dos russos. Assim como norte-americanos, a seleção é a única do grupo B a ter duas vitórias. Os atuais campeões olímpicos ocupam a liderança por terem sofrido dois pontos a menos que os brasileiros (119 a 121).

E amanhã começam as partidas finais da primeira fase do vôlei de praia. É seguir vencendo para garantir bons cruzamentos na fase seguinte. (confira as datas e horários das partidas).

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domingo, 29 de julho de 2012

Maria se destacou na estreia olímpica.
Seis jogos e seis vitórias para o vôlei brasileiro na primeira rodada de Londres. Alguns adversários extremamente fáceis, é verdade, e outros mais complicados. Mas o mais importante foi o bom começo da modalidade tanto no vôlei de praia quanto no indoor. Algumas análises sobre essa primeira rodada:

Vôlei de Praia

Juliana e Larissa: como era de se esperar, vitória mais que tranquila contra a dupla Rigobert/Li Yuk, de Ilhas Maurício. Dois sets a zero (21/5 e 21/10) em apenas 30 minutos de partida.

Ricardo e Pedro Cunha: partida um pouco mais complicada que a de Juliana e Larissa, mas vitória tranquila e esperada diante dos noruegueses Skarlund/Spinnangr. Ótima atuação do estreante Pedro Cunha que, curiosamente, esteve mais concentrado que o veterano Ricardo em boa parte do jogo. Dois sets a zero (21/14, 21/18) e donos da casa como adversários amanhã.

Alison e Emanuel: Vitória mais difícil que o esperado contra Doppler/Horst, da Áustria. A dupla começou nervosa e os austríacos, que não têm pressão nenhuma na busca por bons resultados, acabaram levando a melhor no 1º set. No entanto, os brasileiros se encontraram nos dois sets seguintes e o "mamute" Alison, mesmo estreante em Olimpíadas, jogou como veterano, sendo fundamental para virar a partida em 2x1(19/21, 21/17 e 16/14).

Talita e Maria Elisa: curiosamente, mais uma estreante em Jogos Olímpicos que roubou a cena. Com uma bela atuação, a dupla passou fácil pelas holandesas Meppelink/Van Gestel. Além da boa apresentação de Maria, Talita foi decisiva nos bloqueios. Partida também vencida por 2x0 (21/10, 21/19) e moral elevada para os próximos confrontos.

No saldo total, nove sets disputados e apenas um perdido.

Nos resultados das duplas internacionais, a grande maioria das favoritas também começaram bem. Vitórias de Walsh/May, Cicolari/Menegatti, Kessy/Ross e Goller/Ludwig. Das possíveis candidatas ao pódio, a surpresa ficou por conta das derrotas das holandesas Van Iersel/Keizer e principalmente da queda das chinesas Xue/Zhang Xi.

No masculino, Rogers/Daulhauser, Gibb/Rosenthal, Brink/Reckermann e Nummerdor/Schuil  não tiveram problemas e também sairam vencendo.

Amanhã Juliana/Larissa e Ricardo/Pedro Cunha entram em quadra novamente (confira aqui todas as datas e horários da primeira fase).

Vôlei indoor

Realmente, o vôlei indoor parece ser a grande dor de cabeça do torcedor brasileiro em Londres. Embora também tenhamos começado com duas vitórias, as apresentações, a exemplo da Liga Mundial e do Grand Prix, não foram tão convincentes:

Seleção feminina: Confesso que os oito pontos de vantagem contra a Turquia no terceiro set me fez até cochilar na frente da TV. E, incrivelmente, quando voltei a me concentrar na partida, eis que a seleção havia tomado a impressionante virada, que só não foi pior porque conseguimos vencer no tie-break. Placar de 3x2 (25/18, 23/25, 25/19, 25/27 e 15/12) desnecessário, que deu apenas dois pontos à seleção. Como castigo, fechamos a 1ª rodada na terceira colocação.

Seleção masculina: Pelo 3x0 (25/17, 25/21 e 25/18), a ideia é de um passeio. Mas não foi bem assim. Sonolenta e incrivelmente indisplicente em alguns momentos, a equipe não lembra ainda aquele grupo de Olimpíadas passadas. Se estreia tem toda aquela pressão, é aguardar para ver se a evolução vai vir nas próximas partidas.

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Foto: Maurício Kaye

sábado, 28 de julho de 2012

Grande concorrência na luta pelas medalhas. Foto: FIVB
Na postagem de ontem, fiz uma análise das quatro duplas brasileiras que estarão representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres.

E hoje, quase que na prorrogação, já que a estreia da modalidade acontece amanhã, uma passada nas duplas internacionais que devem ser a pedra no sapato dos nossos atletas.

Vôlei de Praia Masculino

Brasileiros, americanos e europeus. Estes devem ser os países que lutarão pelas medalhas em Londres. Como toda Olimpíada, não se pode descartar "azarões", mas Rogers e Daulhauser, Gibb e Rosenthal, Nummerdor e Schuil e Brink e Reckermann devem ser principais concorrentes ao ouro:

Rogers e Daulhauser: atuais campeões olímpicos. Frios, concentrados e muito indiferentes ao calor de jogo dos brasileiros. Parceria foi responsável pelo fatídico 15x4 contra Márcio e Fábio Luiz na decisão de Pequim. Fisicamente, a dupla, que voou em 2010 e no início de 2011, já não apresenta a mesma postura, talvez por conta da cirurgia de Dalhauser no final da temporada passada. Mas qualquer desatenção com eles pode ser fatal.

Gibb e Rosenthal: dupla norte-americana que mais brilhou nesta reta final de preparação olímpica. Dos últimos três confrontos contra Alison e Emanuel, dois foram vencidos pela parceria "número 2" dos Estados Unidos.Terminaram em 4º na corrida olímpica e lideram o ranking mundial 2012.

Brink e Reckermann: campões do Circuito Mundial e campões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia em 2009. Foram bronze na mesma competição ano passado. Terminaram o ciclo olímpico apenas atrás de Alison e Emanuel e Rogers e Dalhauser.

Nummerdor e Schuil: Quinto colocados no ranking mundial, a dupla mescla a força de bloqueio do grandalhão Schuil com o bom fundo de quadra de Nummerdor. Dupla venceu a última etapa antes das Olimpíadas passando por Márcio e Pedro Solberg em Klagenfurt.

Vôlei de Praia Feminino

Uma briga de muitas apostas. Sem sombra de dúvidas, trata-se da edição olímpica mais concorrida da história do vôlei de praia feminino. Se antes norte-americanas e brasileiras ditavam o ritmo, agora chinesas e europeias também chegam muito forte. Ouso dizer que é possível termos oito duplas lutando pelas três medalhas oferecidas:

Xue e Zhang Xi: dupla número 2 do ranking olímpico, líder do ranking mundial 2012 e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ótimo bloqueio de Xue e grande altura de ambas as jogadoras (Xue tem 1,89m e Xi 1,83m) pode dificultar, e muito, a vida das adversárias. Lugar praticamente garantido no pódio. 

Walsh e May: Bi-campeas olímpicas (um desses ouros foi conquistado contra Adriana Behar e Shelda, em 2004). Tudo bem que o ciclo olímpico da dupla contou com a dupla gravidez de Walsh e com a participação de May na "Dança dos Famosos" americana, que rendeu uma lesão no joelho da jogadora. Foram vice-campeãs da Copa do Mundo 2011, apresentando-se muito bem contra Ju e Larissa. 

Kessy e Ross: dupla "número 2" dos Estados Unidos. Recentemente, não vem conquistando títulos, mas já foram campeãs da Copa do Mundo de Vôlei de Praia contra Juliana e Larissa (2009). Terminaram o ranking olímpico em 4º. 

Cicolari e Menegatti: chances reais de serem as primeiras europeias a conquistarem uma medalha olímpica no vôlei de praia. Dupla começou a se destacar em 2011 e a jovem Menegatti, de apenas 21 anos, foi considerada a revelação da temporada internacional. Neste ano, dupla aprontou logo de cara: duas vitórias sobre Ju e Larissa na abertura do Circuito Mundial, em Brasília.

Van Iersel e Keizer: força holandesa na modalidade feminina. Terminaram a corrida olímpica em 7º. Não devem lutar pelo ouro, mas, dependendo dos cruzamentos, podem aprontar para cima das adversárias e conquistar a melhada de bronze.

Goller e Ludwig: o voleibol das alemãs cresceu muito nos últimos anos e é bem comum vê-las lutando em jogos de quartas de final, semifinal e até mesmo final. Serão adversárias de Talita e Maria Elisa logo na primeira fase e devem brigar pela 1º colocação do grupo com as brasileiras.

Suposições e indagações que começam a ser testadas amanhã (confira as datas e horários das partidas). Boa sorte, Brasil!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Boas chances de pódio duplamente brasileiro. Foto: FIVB
Chegou a hora! Daqui a menos de 48 horas as duplas do vôlei de praia começam a disputa nas Olimpíadas de Londres.

E as análises sobre o possível desempenho brasileiro são as mais variadas possíveis: algumas dão como certa as medalhas para Juliana e Larissa, Alison e Emanuel, Ricardo e Pedro Cunha e Talita e Maria Elisa. Já outras, colocam a supremacia norte-americana, principalmente de Walsh e May e Rogers e Daulhauser, como o possível destaque em Londres.

Aos "45 minutos do segundo tempo", apresento alguns pitacos do que podemos ver nas Olimpíadas a partir de sábado. A postagem de hoje se concetra nas duplas brasileiras e amanhã falo um pouco dos concorrentes internacionais.

Juliana e Larissa: favoritismo bom ou ruim?

Nos últimos quatro anos (e porque não dizer nos últimos oito), nenhuma dupla nacional e internacional foi tão forte.

De 2008 para cá foram dois títulos do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia (2010 e 2011), três de Circuito Mundial (2009, 2010, 2011), um Pan-Americano (2011), uma Copa do Mundo (2011), um Rainha da Praia (Larissa 2011) e três títulos de melhor jogadora do mundo para Juliana (2009, 2010 e 2011). Um currículo para impor respeito em qualquer dupla adversária.

No entanto, com a enorme pressão pela medalha dourada justamente por esse bom desempenho nos últimos anos, todo esse favoritismo pode se transformar em fator negativo. Infelizmente, vivemos num país de muitas cobranças e temos dezenas de exemplos no próprio esporte nacional de teorias que acabaram não se concretizando na prática.

Talita e Maria Elisa: podem se destacar

Uma volta até as Olimpíadas de Pequim: de acordo com a regra da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), como forma de impedir uma final 100% brasileira, Ricardo e Emanuel enfrentaram Márcio e Fábio Luiz nas semifinais de 2008.

Mesmo atuais campeões olímpicos e favoritos ao ouro chinês, Ricardo e Emanuel foram "surpreendidos" pelos compatriotas que sequer haviam feito uma preparação olímpica tão satisfatória naquele início de temporada 2008.

E o mesmo pode acontecer num possível confronto entre Juliana e Larissa e Talita e Maria Elisa. Mesmo com um histórico desfavorável nos confrontos diretos entre as duplas, a parceria "número 2" do Brasil iniciou bem o Circuito Mundial 2012, ganhou confiança e pode surpreender numa possível semifinal entre elas.

Alison e Emanuel: os favoritos mais favoritos

Campões brasileiros, Campeões Mundiais, campeões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia, Campeões Pan-Americanos e títulos individuais (Rei da Praia para Alison e Melhor Jogador do Mundo para Emanuel) em 2011: assim como Juliana e Larissa, a pressão está toda neles.

Nenhum histórico recente de lesão - diferente do que vem acontecendo com os atuais campeões Rogers e Daulhauser - e um misto de juventude e experiência, de força e técnica, que coloca a dupla, de longe, como a mais completa e bem preparada entre as parcerias masculinas.

Se dentro de quadra a superioridade é evidente, Alison e Emanuel têm um ponto forte também fora dela: a técnica Letícia Pessoa, prata duas vezes com a dupla Adriana Behar e Shelda.

Mas a história é a mesma aplicada com Juliana e Larissa: se o ouro fosse conquistado pela média dos resultados passados, a medalha já tinha endereço certo. Mas a pressão pode ser um adversário indigesto.

Ricardo e Pedro Cunha: ironia do destino

Quem diria que Ricardo, que iniciou o ciclo olímpico com Emanuel, que depois jogou com Pedro Solberg, que mais tarde teve Márcio como parceiro, iria disputar a sua quarta Olimpíada ao lado de Pedro Cunha?

Do outro lado, quem diria que Cunha, que começou o ciclo com Pedro Solberg, que se lesionou gravemente em 2009, que retornou jogando ao lado de Thiago, que uma temporada depois estava jogando novamente com Pedro Solberg, que mais uma vez se lesionou e que novamente ficou sem parceiro, iria atuar ao lado de Ricardo?

Acaso ou destino, a parceria chega muito forte em Londres.

Com britânicos, que mal entendem de vôlei de praia, pelo caminho na primeira fase, a dupla tem qualidade suficiente para fazer uma boa sequência nas oitavas e quartas de final, deixando o duelo principal reservado para as semifinais.

E aí a história se repete: tal como Márcio e Fábio Luiz em 2008, uma vitória diante dos principais favoritos não será considerada nenhuma zebra. Chegando à final, o rótulo de zebra também poderá ser descartado caso o ouro fique com a parceria "número 2".

Será que temos alguma dupla totalmente favorita em Londres? Juliana e Larissa e Alison e Emanuel estão ligeiramente na frente, mas os possíveis cruzamentos das semifinais podem dificultar um pouco as previsões.
 
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vôlei de praia abre a disputa no sábado. Foto: Maurício Kaye
Tá chegando a hora! Depois de quatro anos de espera, estamos na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

 A abertura olímpica acontece amanhã, às 17 horas e já no sábado começam as disputas do vôlei feminino indoor e do vôlei de praia.

Confira abaixo as datas e horários (de Brasília) de todas as partidas da modalidade na primeira fase da competição:

VÔLEI MASCULINO

Grupo: Brasil, Tunísia, Rússia, EUA, Sérvia e Alemanha
29/07  - Brasil x Tunísia - 18h
31/07 - Brasil x Rússia  - 18h
02/08 - Brasil x EUA  - 16h
04/08 - Brasil x Sérvia - 18h
06/08 - Brasil x Alemanha - 18h

VÔLEI FEMININO

Grupo: Brasil, Turquia, EUA, Coréia do Sul, China e Sérvia
28/07 - Brasil x Turquia - 18h
30/07 - Brasil x EUA - 12h45
01/08 - Brasil x Coréia - 18h
03/08 - Brasil x China - 05h30
05/08 - Brasil x Sérvia - 18h

VÔLEI DE PRAIA

28/07
13h30 - Juliana/Larissa x Rigobert/Li Yuk (Ilhas Maurício)
16h - Ricardo/Pedro Cunha x Skarlund/Spinnangr (Noruega)

29/07
7h - Alison/Emanuel x Doppler/Horst (Áustria)
16h - Talita/Maria Elisa x Meppelink/Van Gestel (Holanda)

30/07
11h30 - Juliana/Larissa x Holtwick/Semmler (Alemanha)
13h30 - Ricardo/Pedro Cunha x Grotowski/Garcia-Thompson (Grã-Bretanha)

31/07
6h - Alison/Emanuel x Heuscher/Bella (Suíça)
8h - Talita/Maria Elisa x Goller/Ludwig (Alemanha)

01/08
11h30 - Juliana/Larissa x Klapalova/Hajeckova (República Tcheca)
16h - Ricardo/Pedro Cunha x Binstock/Reader (Canadá)

02/08
6h - Alison/Emanuel x Lupo/Nicolai (Itália)
13h30 - Talita/Maria Elisa x Bawden/Palmer (Austrália)

As Olimpíadas de Londres serão transmitidas pela Rede Record na TV aberta e pelos canais SporTV, ESPN, ESPN Brasil, ESPN HD e Band Sports na TV fechada. 

Fonte: Blog do Shallon e Planeta Olímpico

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domingo, 22 de julho de 2012

Antes de Londres, pódio garantido em Klagenfurt. Foto: FIVB
Mesmo com o foco praticamente todo voltado para Londres, o Brasil conseguiu duas importantes medalhas no Grand Slam de Klagenfurt do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.

Talita e Maria Elisa, que perderam as duas partidas iniciais da primeira fase da etapa, se recuperaram, eliminaram Juliana e Larissa nas oitavas de final, avançaram até as semifinais e só foram paradas pelas russas Khomyakova e Ukolova, dupla sensação do torneio, que começou a disputa no qualifying e terminou com o título austríaco.

Na disputa da medalha de bronze, a forte chuva, que antes atrapalhou o andamento da etapa, acabou ajudando as brasileiras: desistência das chinesas Xue e Zhang Xi e pódio conquistado sem necessidade de entrar em quadra.

Pelo masculino, sem Alison e Emanuel, que viajaram para Londres na sexta-feira à noite, e com uma derrota por 2 sets a 1 de Ricardo e Pedro Cunha para os norte-americanos Gibb e Rosenthal (com direito a incríveis 37x35 no primeiro set da partida das oitavas), Márcio e Pedro Solberg seriam o Brasil no Grand Slam de Klagenfurt.

Na decisão, excelente apresentação no primeiro set, queda de rendimento no segundo, duros golpes da arbitragem no tie-break e injusta derrota para os holandeses Nummerdor e Schuil.

No entanto, mesmo "garfada", a prata não deixa de ser uma ótima colocação para a dupla que, mesmo formada no início da temporada, subiu três vezes ao pódio do Circuito Mundial em 2012.

Outras colocações em Klagenfurt: Juliana/Larissa, Ângela/Lili e Vivian/Taiana (9º); Ricardo/Pedro Cunha (5º) e Benjamin/Bruno Schimtd (9º).

Agora as atenções se voltam completamente para Londres: Alison e Emanuel e Juliana e Larissa já estão na capital inglesa e Talita e Maria Elisa e Ricardo e Pedro Cunha estão a caminho.

E daqui a seis dias, as parcerias começam a estrear nos Jogos!

Coração já batendo mais forte: Go, Brasil!

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brasileiros têm boas chances de avançar em primeiro.
Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha já têm adversários definidos nas Olimpíadas. A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) realizou na tarde de hoje, 19, em Klagenfurt, na Áustria, o sorteio dos grupos do vôlei de praia em Londres.

Grupos que serão fundamentais para definir os cruzamentos seguintes na próxima fase e, consequentemente, o pódio olímpico.

Como era de se esperar, Alison/Emanuel e Juliana/Larissa, que serão cabeças de chave do grupo A por conta da primeira colocação do ranking olímpico, aparentemente, terão uma vida um pouco mais "tranquila" no início da competição.

Como também era de se esperar, Ricardo/Pedro Cunha (6º colocados no ranking olímpico) e Talita/Maria Elisa (5º colocadas) deveriam ser as parcerias brasileiras que encontrariam maiores dificuldades.

No entanto, Ricardo/Pedro Cunha acabaram dando sorte ao cair na chave da dupla dona da casa, que somou apenas 522 pontos na corrida olímpica (menos que um décimo do somário dos brasileiros). Talita/Maria Elisa não deram a mesma sorte, mas devem ter mais trabalho somente com as alemãs Goller/Ludwig.

Outros dois detalhes interessantes: assim como o confronto brasileiro entre Larissa/Ana Paula e Criz/Andrezza (que defenderam a Geórgia) na primeira fase de Pequim, um novo encontro brasileiro acontecerá em Londres: Alison/Emanuel enfrentarão o brasileiro naturalizado suiço Bellaguarda.

Já no grupo C, o duelo será entre campeãs olímpicas: Walsh/May (campeãs em 2004 e 2008) enfrentarão a australiana Natalie Cook, ouro em Sydney 2000.

Após confrontos diretos entre as duplas de cada grupo, avançam diretamente às oitavas de final os dois primeiros colocados de cada chave e os dois melhores terceiros. Os quatro terceiros colocados restantes disputarão as últimas duas vagas disponíveis nas oitavas.

Confira todos os grupos do masculino e do feminino:

MASCULINO

Grupo A

Alison/Emanuel (Brasil) (1º)
Bella/Heuscher (Suíça) (9º)
Lupo/Nicolai (Itália) (15º)
Doppler/Horst (Áustria) (Continental Cup)

Grupo B
Rogers/Dalhausser (EUA) (2º)
Herrera/Gavira (Espanha) (10 º)
Benes/Kubala (República Tcheca) (12º)
Asahi/Shiratori (Japão) (Continental Cup)

Grupo C
Brink/Reckermann (Alemanha) (3º)
Wu/Xu (China) (11º)
Heyer/Chevallier (Suíça) (16º)
Semenov/Prokopiev (Rússia) (Continental Cup)

Grupo D
Gibb/Rosenthal (EUA) (4º)
Fijalek/Prudel (Polônia) (7º)
Samoilovs/Sorokins (Letônia) (13º)
Chiva/Goldschmidt (África do Sul) (Continental Cup)

Grupo E
Schuil/Nummerdor (Holanda) (5º)
Erdmann/Matysik (Alemanha) (8º)
Plavins/Smedins (Letônia) (14º)
Hernandez/Fañe (Venezuela) (Continental Cup)

Grupo F
Grotowski/Garcia-Thompson (Grã-Bretanha) (donos da casa)
Ricardo/Pedro Cunha (Brasil) (6º)
Skarlund/Spinnangr (Noruega) (Continental Cup)
Binstock/Reader (Canadá) (Continental Cup)

FEMININO

Grupo A
Juliana/Larissa (Brasil) (1º)
Holtwick/Semmler (Alemanha) (10º)
Klapalova/Hajeckova (República Tcheca) (15º)
Rigobert/Li Yuk (Ilhas Maurício) (Continental Cup)

Grupo B
Chen Xue/Zhang Xi (China) (2º)
Kuhn/Zumkehr (Suíça) (9º)
Arvaniti/Tsiartsiani (Grécia) (16º)
Vasina/Vozakova (Rússia) (Continental Cup)

Grupo C
Walsh/May (EUA) (3º)
Slukova/Kolocova (República Tcheca) (11º)
Doris Schwaiger/Stephanie Schwaiger (Áustria) (13º)
Cook/Hinchley (Austrália) (Continental Cup)

Grupo D
Kessy/Ross (EUA) (4º)
Keizer/Van Iersel (Holanda) (7º)
Liliana/Baquerizo (Espanha) (12º)
Zonta/Gallay (Argentina) (Continental Cup)

Grupo E
Talita/Maria Elisa (Brasil) (5º)
Goller/Ludwig (Alemanha) (8º)
Palmer/Bawden (Austrália) (14º)
Meppelink/Van Gestel (Holanda) (Continental Cup)

Grupo F
Mullin/Dampney (Grã-Bretanha) (donas da casa)
Cicolari/Menegatti (Itália) (6º)
Ukolova/Khomyakova (Rússia) (Continental Cup)
Lessard/Martin (Canadá)  (Continental Cup)

PS: Mais uma vez o Primeiro Set foi indicado para participar da maior premiação da blogosfera brasileira: o Top Blog Brasil. Se você acha que o blog merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país.

Foto: FIVB

domingo, 8 de julho de 2012

Prata de Alison/Emanuel foi o melhor resultado da semana.
Uma fase sem vacas gordas. A 18 dias para Londres, o voleibol brasileiro vive um "esquenta" pouco dourado para as Olimpíadas. Após a prata no Grand Prix com a seleção feminina semana passada, os resultados da Liga Mundial e do Circuito Mundial de Vôlei de Praia também não foram os melhores.

Liga Mundial
Após os 3x0 para Cuba e o 3x2 para a Polônia no meio da semana, a seleção masculina de vôlei amargou a sexta colocação geral na competição, pior resultado de Liga Mundial na era Bernardinho.

Desde que o técnico chegou à seleção, em 2001, esta foi a segunda vez que o Brasil ficou fora do pódio em uma competição. A primeira havia sido justamente às vésperas das Olimpíadas, em 2008, quando a equipe terminou em quarto na Liga Mundial disputada na Itália.

Resultado ruim, histórico e que mostra que, mesmo Londres estando tão próxima, será necessário evoluir, e evoluir muito, nesses próximos dias.

Como muita gente diz: se é para perder, que seja para a equipe campeã.  E foi justamente isso que aconteceu. Depois de sofrer quatro derrotas em cinco partidas para a Polônia, vimos Kurek, Bartman e Cia garantirem o primeiro título internacional desde as Olimpíadas de 1976 para os poloneses, que chegarão com muito mais moral em Londres.

Circuito Mundial de Vôlei de Praia
Se a situação não anda boa no vôlei indoor, no vôlei de praia a situação é bem menos tensa, mas também não é a das melhores.

Pelo Grand Slam de Gstaad, na Suiça, a melhor colocação feminina foi o 5º lugar, conquistado por Àgatha/Bárbara Seixas, que eliminaram as compatriotas Juliana/Larissa nas quartas-de-final da etapa.

Ju/Larissa, não sei se administrando os resultados ou não, terminaram em 9º, Vivian/Taiana em 17º e Ângela/Lili em 25º. Talita/Maria Elisa, convocadas para os Jogos, abriram mão da etapa.

Para esquentar ainda mais a briga em Londres, Walsh/May, que há tempos não venciam um torneio, ficaram com o título do Grand Slam suiço.

Já pelo masculino, Alison/Emanuel - também não sei administrando ou não - chegaram à final, mas foram derrotados pelos norte-americanos Gibb/Rosenthal por 2x0 (17-21, 17-21).

Benjamin/Bruno Schimtd, Ricardo/Pedro Cunha e Thiago/Ferramenta terminaram em 5º lugar.

Antes de Londres, restam agora apenas dois Grand Slams: o de Berlim e o de Klagenfurt.

E aí é ver se essa fase de vacas madras é apenas uma estratégia para desviar a atenção dos concorrentes.

 Foto: FIVB

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Convocação confirmou duplas que garantiram as vagas.
Depois de uma longa espera, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou na tarde de hoje, 28, as quatro duplas que representarão o Brasil em Londres.

E deu o óbvio! Após pré-convocar três parcerias de cada naipe no início do ano, a entidade enxugou a lista e confirmou a participação de Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha nos Jogos.

Se as outras três parcerias estavam praticamente confirmadas há meses, Ricardo e Cunha foram responsáveis  por  uma longa novela, iniciada ainda em 2010, quando a constante troca de parcerias masculinas tumultuou toda a corrida olímpica.

No entanto, com o número mínimo de etapas de Circuito Mundial asseguradas (doze) na última competição classificatória e com pontuação suficiente para garantir a segunda melhor colocação brasileira no ranking internacional, seria injustiça não oferecer a vaga olímpica para a dupla que de fato fez por merecer a convocação.

Pedro Solberg, injustamente condenado no falho exame antidoping, lutou, provou sua inocência, voltou a atuar bem depois de alguns meses parado por conta da errônea punição, conquistou bons resultados com seu novo parceiro Márcio, mas não teve pontos e etapas suficientes para conquistar a segunda vaga brasileira em Londres, já que a primeira, incontestavelmente, sempre esteve nas mãos de Alison e Emanuel.

Vivian e Taiana, terceira parceria feminina pré-convocada no início da temporada, além de não conseguirem manter uma boa sequência de resultados no Circuito Mundial, viram Talita e Maria Elisa fazerem uma excelente abertura de temporada internacional, conquistarem confiança e, também de forma incontestável, carimbarem o passaporte. 

Assim como Alison e Emanuel (única dupla masculina a não se desfazer nesses últimos três anos), Juliana e Larissa tinham a vaga confirmada praticamente desde o início do ciclo olímpico. Há quase oito anos soberanas no vôlei de praia feminino brasileiro, e prejudicadas pela trágica lesão de Juliana poucos dias antes dos Jogos de Pequim, a parceria enfim chegará à sua primeira Olimpíada.

Hexacampeãs mundiais, penta brasileiras, bi pan-americanas e atuais campeãs da Copa do Mundo de Vôlei de Praia, a dupla certamente carregará uma das maiores cobranças pelo ouro dentre todos os atletas brasileiros que estarão em Londres.

Após a convocação de hoje, ainda restam três etapas de Circuito Mundial e exatos 30 dias para as partidas de estreia na House Guards Parade.

Que o vôlei de praia mudou e que essa edição de Jogos Olímpicos promete ser a mais disputada da história na modalidade, não há dúvidas. Mas também não há dúvidas de que o Brasil estará muito bem representado.

Ao bom e pioneiro projeto da CBV, que de início assustou a todos pelo fato de poder inclusive romper parcerias, fica os parabéns. Embora seja estranho pensar em convocação no vôlei de praia, se utilizada com bom senso, tal como a escolha de hoje, a estratégia adotada pode trazer muitos avanços para a modalidade.

Agora o Brasil todo é Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha! Boa sorte, duplas! Boa sorte, Brasil!

Foto: CBV

terça-feira, 12 de junho de 2012

Mamute Alison comemorou muito o 1º título mundial do ano.
Fim de Grand Slam de Moscou e mais duas medalhas na bagagem das duplas brasileiras. Depois do bronze conquistado por Juliana e Larissa ontem, Alison e Emanuel e Ricardo e Pedro Cunha garantiram mais duas boas colocações na temporada 2012 do Circuito Mundial.

Prejudicado por um inesperado choque contra uma placa de publicidade logo na estreia da temporada 2012 do Circuito Mundial, o mamute Alison mostrou-se totalmente recuperado, o entrosamento com o parceiro Emanuel voltou ao habitual e a dupla chegou ao primeiro título de Circuito Mundial no ano.

Etapa com 100% de aproveitamento e, mesmo sem a participação de Rogers e Daulhausser na Rússia, confiança em alta após boas vitórias sobre norte-americanos Gibb e Rosenthal nas quartas, alemães Brink e Reckermann nas semifinais e holandeses Nummerdor e Schuil na decisão de hoje.

Ricardo e Pedro Cunha, que por muito pouco não chegaram à final, também saem felizes da etapa russa. Além de mais um pódio conquistado - o quarto em seis etapas realizadas na temporada - o terceiro lugar indica o que de fato deve acontecer: a convocação da parceria como segunda representante brasileira em Londres.

A apenas uma etapa do encerramento do ranking olímpico, a parceria precisa apenas jogar uma partida no Grand Slam de Roma para completar 12 torneios disputados e aí sim garantir a participação mínima exigida pela Federação Internacional de Vôlei.

Com a participação mínina alcançada e ocupando a segunda colocação brasileira no ranking olímpico, só uma tragédia muito grande pode tirar a dupla de Londres.

E confirmada a presença de Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha nos Jogos, o Brasil chegará muito bem na disputada pela medalha dourada.

Sem descanso, as duplas já começam as disputas em Roma nesta quarta-feira. Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Taiana/Vivian e Ângela/Lili (que passaram pelas fases classificatórias) iniciam as disputas no torneio principal amanhã mesmo.

Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha e Márcio/Pedro Solberg estreiam próxima na quinta-feira. Benjamin/Bruno Schmidt, Harley/Evandro, Thiago/Ferramenta e Moisés/Vitor Felipe disputam o country-cota e o qualifying amanhã.

Correria total para os atletas!

Foto: FIVB

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Bronze e liderança no ranking olímpico.
Juliana/Larissa x Walsh/May e Talita/Maria Elisa x Xie/Zhang Xi. Ouro para as chinesas, prata para as norte-americanas e bronze para Juliana e Larissa no Grand Slam de Moscou do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, penúltima etapa na contagem de pontos para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Ao mesmo tempo em que a manhã de segunda-feira teve seus ares de atraso - já que o feriado nacional de Dia da Rússia empurrou as partidas decisivas do Grand Slam para o início da semana - será que os resultados de hoje não foram também uma antecipação do que será visto em Londres?

Impossível afirmar! No entanto, os confrontos de hoje aumentaram ainda mais as dúvidas sobre o que acontecerá nos Jogos.

Waslh e May, que pouco ameaçaram este ano, voltaram a se destacar justamente às vésperas dos Jogos, as chinesas Xi e Xue comprovaram mais uma vez que serão uma pedra complicadíssima no caminho de qualquer dupla interessada na medalha de ouro e Juliana e Larissa e Talita e Maria Elisa deixaram um frio, tanto de confiança quanto de insegurança, na espinha dos torcedores brasileiros.

Ao mesmo tempo em que as brasileiras são apontadas como favoritas, todo e qualquer favoritismo desaparece em instantes, assim como qualquer aposta em chinesas e americanas ainda continua sendo um tiro no escuro.

Certo mesmo é que a medalha de bronze coloca Juliana e Larissa bem próximas da liderança geral do ranking que, mesmo não servindo de critério na escolha das duplas brasileiras que vão para Londres, pode se tornar uma vantagem importante na definição das chaves olímpicas.

Um quarto lugar no Grand Slam de Roma, ainda essa semana, e as hexacampeãs mundiais finalizam essa corrida de quase um ano e meio na frente.

Muitas contas, hipóteses e perguntas até o dia 11 de agosto.

Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha nas semifinais

Pelo torneio masculino, que se encerra amanhã pela manhã, Ricardo/Pedro Cunha e Alison/ Emanuel sobrevivem bem.

Ricardo e Pedro enfrentarão os holandeses Nummerdor e Schuil e Alison e Emanuel os alemães Brink e Reckermann. As disputas começam às 6 da manhã, horário de Brasília.
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