domingo, 29 de julho de 2012

Maria se destacou na estreia olímpica.
Seis jogos e seis vitórias para o vôlei brasileiro na primeira rodada de Londres. Alguns adversários extremamente fáceis, é verdade, e outros mais complicados. Mas o mais importante foi o bom começo da modalidade tanto no vôlei de praia quanto no indoor. Algumas análises sobre essa primeira rodada:

Vôlei de Praia

Juliana e Larissa: como era de se esperar, vitória mais que tranquila contra a dupla Rigobert/Li Yuk, de Ilhas Maurício. Dois sets a zero (21/5 e 21/10) em apenas 30 minutos de partida.

Ricardo e Pedro Cunha: partida um pouco mais complicada que a de Juliana e Larissa, mas vitória tranquila e esperada diante dos noruegueses Skarlund/Spinnangr. Ótima atuação do estreante Pedro Cunha que, curiosamente, esteve mais concentrado que o veterano Ricardo em boa parte do jogo. Dois sets a zero (21/14, 21/18) e donos da casa como adversários amanhã.

Alison e Emanuel: Vitória mais difícil que o esperado contra Doppler/Horst, da Áustria. A dupla começou nervosa e os austríacos, que não têm pressão nenhuma na busca por bons resultados, acabaram levando a melhor no 1º set. No entanto, os brasileiros se encontraram nos dois sets seguintes e o "mamute" Alison, mesmo estreante em Olimpíadas, jogou como veterano, sendo fundamental para virar a partida em 2x1(19/21, 21/17 e 16/14).

Talita e Maria Elisa: curiosamente, mais uma estreante em Jogos Olímpicos que roubou a cena. Com uma bela atuação, a dupla passou fácil pelas holandesas Meppelink/Van Gestel. Além da boa apresentação de Maria, Talita foi decisiva nos bloqueios. Partida também vencida por 2x0 (21/10, 21/19) e moral elevada para os próximos confrontos.

No saldo total, nove sets disputados e apenas um perdido.

Nos resultados das duplas internacionais, a grande maioria das favoritas também começaram bem. Vitórias de Walsh/May, Cicolari/Menegatti, Kessy/Ross e Goller/Ludwig. Das possíveis candidatas ao pódio, a surpresa ficou por conta das derrotas das holandesas Van Iersel/Keizer e principalmente da queda das chinesas Xue/Zhang Xi.

No masculino, Rogers/Daulhauser, Gibb/Rosenthal, Brink/Reckermann e Nummerdor/Schuil  não tiveram problemas e também sairam vencendo.

Amanhã Juliana/Larissa e Ricardo/Pedro Cunha entram em quadra novamente (confira aqui todas as datas e horários da primeira fase).

Vôlei indoor

Realmente, o vôlei indoor parece ser a grande dor de cabeça do torcedor brasileiro em Londres. Embora também tenhamos começado com duas vitórias, as apresentações, a exemplo da Liga Mundial e do Grand Prix, não foram tão convincentes:

Seleção feminina: Confesso que os oito pontos de vantagem contra a Turquia no terceiro set me fez até cochilar na frente da TV. E, incrivelmente, quando voltei a me concentrar na partida, eis que a seleção havia tomado a impressionante virada, que só não foi pior porque conseguimos vencer no tie-break. Placar de 3x2 (25/18, 23/25, 25/19, 25/27 e 15/12) desnecessário, que deu apenas dois pontos à seleção. Como castigo, fechamos a 1ª rodada na terceira colocação.

Seleção masculina: Pelo 3x0 (25/17, 25/21 e 25/18), a ideia é de um passeio. Mas não foi bem assim. Sonolenta e incrivelmente indisplicente em alguns momentos, a equipe não lembra ainda aquele grupo de Olimpíadas passadas. Se estreia tem toda aquela pressão, é aguardar para ver se a evolução vai vir nas próximas partidas.

PS: Mais uma vez o Primeiro Set foi indicado para participar da maior premiação da blogosfera brasileira: o Top Blog Brasil. Se você acha que o blog merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país. 

Foto: Maurício Kaye

sábado, 28 de julho de 2012

Grande concorrência na luta pelas medalhas. Foto: FIVB
Na postagem de ontem, fiz uma análise das quatro duplas brasileiras que estarão representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres.

E hoje, quase que na prorrogação, já que a estreia da modalidade acontece amanhã, uma passada nas duplas internacionais que devem ser a pedra no sapato dos nossos atletas.

Vôlei de Praia Masculino

Brasileiros, americanos e europeus. Estes devem ser os países que lutarão pelas medalhas em Londres. Como toda Olimpíada, não se pode descartar "azarões", mas Rogers e Daulhauser, Gibb e Rosenthal, Nummerdor e Schuil e Brink e Reckermann devem ser principais concorrentes ao ouro:

Rogers e Daulhauser: atuais campeões olímpicos. Frios, concentrados e muito indiferentes ao calor de jogo dos brasileiros. Parceria foi responsável pelo fatídico 15x4 contra Márcio e Fábio Luiz na decisão de Pequim. Fisicamente, a dupla, que voou em 2010 e no início de 2011, já não apresenta a mesma postura, talvez por conta da cirurgia de Dalhauser no final da temporada passada. Mas qualquer desatenção com eles pode ser fatal.

Gibb e Rosenthal: dupla norte-americana que mais brilhou nesta reta final de preparação olímpica. Dos últimos três confrontos contra Alison e Emanuel, dois foram vencidos pela parceria "número 2" dos Estados Unidos.Terminaram em 4º na corrida olímpica e lideram o ranking mundial 2012.

Brink e Reckermann: campões do Circuito Mundial e campões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia em 2009. Foram bronze na mesma competição ano passado. Terminaram o ciclo olímpico apenas atrás de Alison e Emanuel e Rogers e Dalhauser.

Nummerdor e Schuil: Quinto colocados no ranking mundial, a dupla mescla a força de bloqueio do grandalhão Schuil com o bom fundo de quadra de Nummerdor. Dupla venceu a última etapa antes das Olimpíadas passando por Márcio e Pedro Solberg em Klagenfurt.

Vôlei de Praia Feminino

Uma briga de muitas apostas. Sem sombra de dúvidas, trata-se da edição olímpica mais concorrida da história do vôlei de praia feminino. Se antes norte-americanas e brasileiras ditavam o ritmo, agora chinesas e europeias também chegam muito forte. Ouso dizer que é possível termos oito duplas lutando pelas três medalhas oferecidas:

Xue e Zhang Xi: dupla número 2 do ranking olímpico, líder do ranking mundial 2012 e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ótimo bloqueio de Xue e grande altura de ambas as jogadoras (Xue tem 1,89m e Xi 1,83m) pode dificultar, e muito, a vida das adversárias. Lugar praticamente garantido no pódio. 

Walsh e May: Bi-campeas olímpicas (um desses ouros foi conquistado contra Adriana Behar e Shelda, em 2004). Tudo bem que o ciclo olímpico da dupla contou com a dupla gravidez de Walsh e com a participação de May na "Dança dos Famosos" americana, que rendeu uma lesão no joelho da jogadora. Foram vice-campeãs da Copa do Mundo 2011, apresentando-se muito bem contra Ju e Larissa. 

Kessy e Ross: dupla "número 2" dos Estados Unidos. Recentemente, não vem conquistando títulos, mas já foram campeãs da Copa do Mundo de Vôlei de Praia contra Juliana e Larissa (2009). Terminaram o ranking olímpico em 4º. 

Cicolari e Menegatti: chances reais de serem as primeiras europeias a conquistarem uma medalha olímpica no vôlei de praia. Dupla começou a se destacar em 2011 e a jovem Menegatti, de apenas 21 anos, foi considerada a revelação da temporada internacional. Neste ano, dupla aprontou logo de cara: duas vitórias sobre Ju e Larissa na abertura do Circuito Mundial, em Brasília.

Van Iersel e Keizer: força holandesa na modalidade feminina. Terminaram a corrida olímpica em 7º. Não devem lutar pelo ouro, mas, dependendo dos cruzamentos, podem aprontar para cima das adversárias e conquistar a melhada de bronze.

Goller e Ludwig: o voleibol das alemãs cresceu muito nos últimos anos e é bem comum vê-las lutando em jogos de quartas de final, semifinal e até mesmo final. Serão adversárias de Talita e Maria Elisa logo na primeira fase e devem brigar pela 1º colocação do grupo com as brasileiras.

Suposições e indagações que começam a ser testadas amanhã (confira as datas e horários das partidas). Boa sorte, Brasil!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Boas chances de pódio duplamente brasileiro. Foto: FIVB
Chegou a hora! Daqui a menos de 48 horas as duplas do vôlei de praia começam a disputa nas Olimpíadas de Londres.

E as análises sobre o possível desempenho brasileiro são as mais variadas possíveis: algumas dão como certa as medalhas para Juliana e Larissa, Alison e Emanuel, Ricardo e Pedro Cunha e Talita e Maria Elisa. Já outras, colocam a supremacia norte-americana, principalmente de Walsh e May e Rogers e Daulhauser, como o possível destaque em Londres.

Aos "45 minutos do segundo tempo", apresento alguns pitacos do que podemos ver nas Olimpíadas a partir de sábado. A postagem de hoje se concetra nas duplas brasileiras e amanhã falo um pouco dos concorrentes internacionais.

Juliana e Larissa: favoritismo bom ou ruim?

Nos últimos quatro anos (e porque não dizer nos últimos oito), nenhuma dupla nacional e internacional foi tão forte.

De 2008 para cá foram dois títulos do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia (2010 e 2011), três de Circuito Mundial (2009, 2010, 2011), um Pan-Americano (2011), uma Copa do Mundo (2011), um Rainha da Praia (Larissa 2011) e três títulos de melhor jogadora do mundo para Juliana (2009, 2010 e 2011). Um currículo para impor respeito em qualquer dupla adversária.

No entanto, com a enorme pressão pela medalha dourada justamente por esse bom desempenho nos últimos anos, todo esse favoritismo pode se transformar em fator negativo. Infelizmente, vivemos num país de muitas cobranças e temos dezenas de exemplos no próprio esporte nacional de teorias que acabaram não se concretizando na prática.

Talita e Maria Elisa: podem se destacar

Uma volta até as Olimpíadas de Pequim: de acordo com a regra da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), como forma de impedir uma final 100% brasileira, Ricardo e Emanuel enfrentaram Márcio e Fábio Luiz nas semifinais de 2008.

Mesmo atuais campeões olímpicos e favoritos ao ouro chinês, Ricardo e Emanuel foram "surpreendidos" pelos compatriotas que sequer haviam feito uma preparação olímpica tão satisfatória naquele início de temporada 2008.

E o mesmo pode acontecer num possível confronto entre Juliana e Larissa e Talita e Maria Elisa. Mesmo com um histórico desfavorável nos confrontos diretos entre as duplas, a parceria "número 2" do Brasil iniciou bem o Circuito Mundial 2012, ganhou confiança e pode surpreender numa possível semifinal entre elas.

Alison e Emanuel: os favoritos mais favoritos

Campões brasileiros, Campeões Mundiais, campeões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia, Campeões Pan-Americanos e títulos individuais (Rei da Praia para Alison e Melhor Jogador do Mundo para Emanuel) em 2011: assim como Juliana e Larissa, a pressão está toda neles.

Nenhum histórico recente de lesão - diferente do que vem acontecendo com os atuais campeões Rogers e Daulhauser - e um misto de juventude e experiência, de força e técnica, que coloca a dupla, de longe, como a mais completa e bem preparada entre as parcerias masculinas.

Se dentro de quadra a superioridade é evidente, Alison e Emanuel têm um ponto forte também fora dela: a técnica Letícia Pessoa, prata duas vezes com a dupla Adriana Behar e Shelda.

Mas a história é a mesma aplicada com Juliana e Larissa: se o ouro fosse conquistado pela média dos resultados passados, a medalha já tinha endereço certo. Mas a pressão pode ser um adversário indigesto.

Ricardo e Pedro Cunha: ironia do destino

Quem diria que Ricardo, que iniciou o ciclo olímpico com Emanuel, que depois jogou com Pedro Solberg, que mais tarde teve Márcio como parceiro, iria disputar a sua quarta Olimpíada ao lado de Pedro Cunha?

Do outro lado, quem diria que Cunha, que começou o ciclo com Pedro Solberg, que se lesionou gravemente em 2009, que retornou jogando ao lado de Thiago, que uma temporada depois estava jogando novamente com Pedro Solberg, que mais uma vez se lesionou e que novamente ficou sem parceiro, iria atuar ao lado de Ricardo?

Acaso ou destino, a parceria chega muito forte em Londres.

Com britânicos, que mal entendem de vôlei de praia, pelo caminho na primeira fase, a dupla tem qualidade suficiente para fazer uma boa sequência nas oitavas e quartas de final, deixando o duelo principal reservado para as semifinais.

E aí a história se repete: tal como Márcio e Fábio Luiz em 2008, uma vitória diante dos principais favoritos não será considerada nenhuma zebra. Chegando à final, o rótulo de zebra também poderá ser descartado caso o ouro fique com a parceria "número 2".

Será que temos alguma dupla totalmente favorita em Londres? Juliana e Larissa e Alison e Emanuel estão ligeiramente na frente, mas os possíveis cruzamentos das semifinais podem dificultar um pouco as previsões.
 
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vôlei de praia abre a disputa no sábado. Foto: Maurício Kaye
Tá chegando a hora! Depois de quatro anos de espera, estamos na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

 A abertura olímpica acontece amanhã, às 17 horas e já no sábado começam as disputas do vôlei feminino indoor e do vôlei de praia.

Confira abaixo as datas e horários (de Brasília) de todas as partidas da modalidade na primeira fase da competição:

VÔLEI MASCULINO

Grupo: Brasil, Tunísia, Rússia, EUA, Sérvia e Alemanha
29/07  - Brasil x Tunísia - 18h
31/07 - Brasil x Rússia  - 18h
02/08 - Brasil x EUA  - 16h
04/08 - Brasil x Sérvia - 18h
06/08 - Brasil x Alemanha - 18h

VÔLEI FEMININO

Grupo: Brasil, Turquia, EUA, Coréia do Sul, China e Sérvia
28/07 - Brasil x Turquia - 18h
30/07 - Brasil x EUA - 12h45
01/08 - Brasil x Coréia - 18h
03/08 - Brasil x China - 05h30
05/08 - Brasil x Sérvia - 18h

VÔLEI DE PRAIA

28/07
13h30 - Juliana/Larissa x Rigobert/Li Yuk (Ilhas Maurício)
16h - Ricardo/Pedro Cunha x Skarlund/Spinnangr (Noruega)

29/07
7h - Alison/Emanuel x Doppler/Horst (Áustria)
16h - Talita/Maria Elisa x Meppelink/Van Gestel (Holanda)

30/07
11h30 - Juliana/Larissa x Holtwick/Semmler (Alemanha)
13h30 - Ricardo/Pedro Cunha x Grotowski/Garcia-Thompson (Grã-Bretanha)

31/07
6h - Alison/Emanuel x Heuscher/Bella (Suíça)
8h - Talita/Maria Elisa x Goller/Ludwig (Alemanha)

01/08
11h30 - Juliana/Larissa x Klapalova/Hajeckova (República Tcheca)
16h - Ricardo/Pedro Cunha x Binstock/Reader (Canadá)

02/08
6h - Alison/Emanuel x Lupo/Nicolai (Itália)
13h30 - Talita/Maria Elisa x Bawden/Palmer (Austrália)

As Olimpíadas de Londres serão transmitidas pela Rede Record na TV aberta e pelos canais SporTV, ESPN, ESPN Brasil, ESPN HD e Band Sports na TV fechada. 

Fonte: Blog do Shallon e Planeta Olímpico

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