domingo, 26 de agosto de 2012

Segundo torneio da parceria e segundo título. Foto: CBV
Um novo Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia está por vir! Depois de realizar quatro etapas no primeiro semestre de 2012, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Banco do Brasil resolveram promover mudanças no sistema de disputa da principal competição do vôlei de praia brasileiro.

A partir de agora, as etapas serão disputadas entre os meses de setembro e abril, sem interrupções para as disputas de Circuito Mundial. 

No antigo modelo, que durou 20 anos, a temporada começava no início do ano, tinha uma pausa para as disputas do Circuito Mundial e retornava no segundo semestre. Agora, a exemplo da Superliga, a pausa deverá ser apenas para as festividades de final de ano.

E a novidade mais importante: depois de muitos anos longe da TV, o SportTV passará a transmitir as finais.

Mudanças importantes, que podem favorecer um melhor planejamento das duplas, e atrair novos patrocinadores.

As etapas já confirmadas para o novo Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia 2012/2013 são:

Cuiabá (MT) – 13 a 16/09
Goiânia (GO) – 27 a 30/09
Belo Horizonte (MG) – 11 a 14/10
Campinas (SP) – 01 a 04/11
Curitiba (PR) – 15 a 18/11
Rio de Janeiro (RJ) – 06 a 09/12 

As quatro cidades restantes ainda serão definidas. 

Circuito Banco do Brasil Challenger

Com a proximidade do Circuito Banco do Brasil Open, chega ao fim o torneio Challenger. E na última etapa, disputada em Maceió, Beto Pitta/Lipe e Chell/Andrezza foram as duplas campeãs.

No entanto, o título da temporada foi assegurando por Álvaro Filho/Luciano e Thati/Érica Freitas.

Franco/Daniel, Ícaro/Bernat, Neide/Val e Karin/Slaylyn completaram o pódio em Maceió.

Assim como as mudanças proporcionadas no torneio principal, o torneio Challenger serviu para colocar em disputa as várias duplas brasileiras que não disputaram o Circuito Mundial.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Ju/Larissa chegaram ao 45º de C. Mundial.
Uma semana após o encerramento das Olimpíadas, o Circuito Mundial de Vôlei de Praia já esteve na ativa novamente, curando um pouco da ressaca no feminino e fazendo com que a temporada internacional terminasse ainda mais dolorosa para Alison e Emanuel.

Ju/Larissa na liderança do ranking novamente
Sem as chinesas Zhang Xi/Xue disputando o Grand Slam de Stare Jablonki e com a aposentadoria da tricampeã olímpica May, Juliana/Larissa deram um passo importante na conquista do heptacampeonato do Circuito Mundial.

Com a vitória por 2 sets a 0 (21/16 e 22/20) sobre as italianas Cicolari/Menegatti na decisão, a dupla medalhista de bronze em Londres somou 800 pontos, abrindo 360 de vantagem para as chinesas, a apenas duas etapas para o final da temporada 2012.

Dependendo das próximas colocações e do interesse das duplas pela etapa de Tailândia, que normalmente não costuma receber todas as parcerias, o título do Circuito pode ser conquistado daqui a 15 dias, na Finlândia.

Título que certamente não tem o mesmo peso do ouro olímpico, mas que também não deixa de ser importante.

Outros resultados na etapa: Maria Clara/Lili e Talita/Maria Elisa (5º) e Ágatha/Bárbara Seixas (9º).

Alison/Emanuel perdem título da temporada para americanos
Certamente, agosto foi o mês de desgosto para Alison/Emanuel. Depois de perderem a decisão olímpica para alemães Brink e Reckermann, os brasileiros sofreram um duro golpe na etapa de Stare Jablonki.

Com a derrota para a dupla sensação Plavins/J Smedins e com a vitória dos norte-americanos Gibb/Rosenthal nas quartas de final, os medalhistas de prata em Londres não conseguiram pontuação suficiente e acabaram ficando com o vice-campeonato do Circuito Mundial, já que o Grand Slam de Stare Jablonki era a última etapa masculina da temporada internacioanl.

Plavins/J Smedins, que surpreenderam conquistando a medalha de bronze a pouco mais de 15 dias, chegaram a outro feito: a primeira conquista de uma etapa de Circuito Mundial, com direito a vitória  para cima de Rogers/Dalhauser nas semifinais.

Depois de conquistarem todas as competições de 2011 (Circuito Mundial, Brasileiro, Pan-Americano e Copa do Mundo), o ano que deveria coroar o trabalho da melhor dupla brasileira nos últimos 3 anos pode terminar sem nenhum título. Um duro e injusto golpe!

Além de Alison/Emanuel, Thiago/Bruno Schimtd também terminaram em 5º. Ricardo/Vítor Felipe (que ocupou a vaga de Pedro Cunha na etapa) terminaram em 9º e Márcio/Pedro Solberg em 25º.

Com o encerramento da temporada internacional, as duplas masculinas terão uma longa pausa: a próxima competição será pelo retorno do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, em Cuiabá, somente no dia 13 de setembro.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Medalhistas de prata, mas alvo de muitas críticas.
A Olimpíada se foi, a adrenalina das partidas passou e agora, com a cabeça mais tranquila, é hora de analisar os resultados do vôlei brasileiro em Londres.

Quatro disputadas, quatro medalhas: um ouro (seleção feminina), duas pratas (seleção masculina e Alison/Emanuel) e um bronze (Juliana/Larissa).

Poderia ter sido melhor? Poderia. Poderia ter sido pior? Também.

E aí a técnica do judô Rosicleia Campos tem toda razão ao dizer que o povo brasileiro é ignorante, no sentido de ignorar o esporte durante os quatro anos que separam uma Olimpíada e outra.

Poucos são os que acompanharam todas as competições do vôlei de praia durante o ciclo olímpico e viram que, diferente do que muitos comentaristas e analistas diziam, Kessy e Ross não eram tão fracas a ponto de não serem capazes de superar Juliana e Larissa.

Afinal, elas foram campeãs da Copa do Mundo 2009 justamente contra as brasileiras, fizeram parte da equipe norte-americana nos desafios 4x4 promovidos pela TV Globo, e, principalmente, terminaram em 4º lugar geral no ranking olímpico, ficando somente atrás das próprias Juliana/Larissa, das chinesas Zhang Xi/Xue e das compatriotas Walsh/May.

Mas muitos são ignorantes, no sentindo de não saber o que acontece no Circuito Mundial.

Embora fosse possível voltar de Londres com todas as quatro medalhas de ouro, é preciso reconhecer o mérito dos adversários, a grande e perigosa pressão sobre os atletas nacionais e algumas questões internas que o vôlei brasileiro ainda tem muito que evoluir.

Alison e Emanuel também tinham tudo para conquistar o ouro. Mas como alguns podem dizer, Emanuel jogou fora a oportunidade a cada bola desperdiçada. Curioso como um atleta que chegou a sua terceira medalha olímpica consecutiva (ouro em Atenas, bronze em Pequim e prata em Londres) tenha sido tão criticado nas redes sociais.

Mais uma vez, críticas vindas da ignorância.

Mais velho dos quatro atletas da decisão, toda a boa estratégia de Brink e Reckermann foi traçada em cima dele. Alemães que poucos torcedores conheciam, mas que já tinham sido campeões da Copa do Mundo de Vôlei de Praia 2009 e campeões do Circuito Mundial, também em 2009.

Na Alemanha não tem praia e é frio quase que o ano todo, é verdade. Mas para se formar uma boa dupla não são apenas esses fatores que importam mais.

Seria justo que o pódio em Londres tivesse Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha, Juliana/Larissa e Talita/Maria Elisa? Seria. No entanto, as várias etapas mundo afora fizeram com que o vôlei de praia deixasse de ser exclusividade nacional, fazendo com que alemães, russos, poloneses, austríacos, letões, também aprendessem a jogar em alto nível.

Nível que, surpreendentemente, tirou os norte-americanos do pódio masculino. Quem diria que Rogers/Dalhauser e Gibb/Rosenthal, nascidos num país tão forte na modalidade, assim como o Brasil, não passariam de um amargo 5º lugar geral?!

Resumindo: é extremamente injusto e ignorante criticar a cor das medalhas do vôlei de praia, esporte que ainda tem muito que se acertar internamente. Afinal - não com as quatro parcerias que foram para Londres, mas com as muitas que ficaram pelo meio do caminho - falta patrocínio, incentivo, caça e desenvolvimento de novos talentos, etc, etc, etc.

Não foi justo com as duplas que estiveram nas Olimpíadas 2012, mas a ausência do ouro foi pertinente no sentido de que muito ainda se tem que trabalhar na questão das dirigências internas e na própria análise crítica de nós torcedores, que ainda não conseguimos entender que, para um país que é 88º em educação, 84º em Desenvolvimento Humano e 72º em inclusão digital, estar em 24º lugar no ranking de medalhas é um feito que merece comemoração.

Quem sabe isso tudo não se acerte e o resultado seja ainda melhor em 2016. Eu acredito!

Como só falei de vôlei de praia, depois volto com um post sobre os resultados indoor.

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Foto: Maurício Kaye/FIVB 

domingo, 12 de agosto de 2012

Vôlei feminino no topo do mundo por 8 anos. Foto: FIVB
Quatro anos se passaram. Em Pequim, ouro com a seleção feminina de vôlei indoor e prata para a equipe masculina. Uma Olimpíada depois e os mesmos resultados se repetem em Londres.

Mas se o 3x1contra os Estados Unidos doeu naquela decisão masculina de 2008, o 3x2, e de virada, contra a seleção russa doeu ainda mais. Por outro lado, se o 3x1 contra as italianas deixou aquela manhã de sábado extramente feliz, o 3x1 de ontem, de virada, fez com que a modalidade vivesse uma tarde inesquecível.

E mais uma vez o esporte mostrou porque é tão apaixonante e imprevisível.

Uma seleção feminina que dava indícios de mau relacionamento entre as atletas, que iria para os Jogos sem uma das principais jogadoras de decisão de Pequim, chegou em Londres, perdeu dois dos quatro jogos da primeira fase e deixou muito torcedor envergonhado com o que se via na TV.

O preço do mal início de Olimpíadas? Um confronto contra Gamova e Cia. nas quartas de final, sendo que quem perdesse voltaria para casa. Naquela altura, e diante do recente histórico vencedor das adversárias, muitos foram os palpites que davam como certa a eliminação das brasileiras.

E não tenho dúvidas que o ouro foi conquistado ali, naquela partida das quartas. Uma virada contra as russas para não só apagar o rótulo de amarelonas como para colocar a medalha no peito das brasileiras.

E, mesmo que a medalha não viesse, aquele dia épico já valeria toda a Olimpíada!

No final das contas, japonesas e americanas pagariam o preço de estarem cruzando o caminho das brasileiras.

Ontem, para confirmar que a vitória contra a Rússia não tinha sido por acaso, e muito menos zebra, uma atuação para calar quem ainda ousasse creditar as vitórias ao quesito sorte. Atuação impecável de Dani Lins, Sheilla, Jaqueline, Fernanda Garay, Fabiana, Thaisa, Fabi, Tandara, Paula Pequeno, Fernandinha, Natália e Adenízia.

Uma vitória para garantir o bi-campeonato olímpico, e consecutivo, feminino e o tri de Zé Roberto, o único treinador a conseguir tal feito. Uma vitória que daria o ouro que o vôlei tanto precisava, já que Juliana e Larissa e Alison e Emanuel tinham ficado no quase.

Mas, infelizmente, assim como em Pequim, o dia seguinte teria gosto de quase. Depois de estar vencendo por 2x0 e como um terceiro set bem encaminhando, eis que a seleção masculina deixaria os russos protagonizaram uma virada histórica.

Uma virada que fez Serginho, Dante, Murilo, Bruninho, Wallace, Bernardinho irem do céu ao inferno em tão pouco tempo: verdadeiros heróis até o segundo set e "amarelões" ao final do tie-break, podem pensar alguns.

Obviamente, não foi a medalha que todos esperavam, mas que pouco muda o histórico vencedor da seleção.

Se todos aguardavam para ver que rumo daria aquela seleção prata em Pequim, ele seguiu vencedor. Uma derrota que dói, é claro, mas que não apaga todas as conquistas dos quatro anos que se passaram entre uma Olimpíada e outra, como Campeonato Mundial e o eneacampeonato da Liga Mundial, por exemplo.

No final das contas, quatro medalhas: um bronze, duas pratas e um ouro. E alguém ainda duvida que o vôlei é o que temos de melhor?

 PS: Mais uma vez o Primeiro Set foi indicado para participar da maior premiação da blogosfera brasileira: o Top Blog Brasil. Se você acha que o blog merece o seu voto, acesse a página do Prêmio e ajude a colocar um espaço de vôlei entre os mais bem votados do país.  
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