sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Fim de uma era: Larissa se despede da parceira Juliana.
Três dos quatros semestres do ano já foram relembrados na retrospectiva do vôlei brasileiro em 2013 aqui no blog. Neste último post, é hora de recordar das competições pós-Olimpíadas. Dentre os fatos mais marcantes: conquista mundial do Sollys/Nestlé e separação de Juliana/Larissa e Talita/Maria Elisa.

Circuito Mundial: Ju/Larissa garantem hepta
Se o início de temporada não começou bem, o final dela foi bem mais feliz. Tal como em seis dos últimos sete anos, o título do Circuito ficou nas mãos das brasileiras recordistas de títulos mundiais.

Com a desistência de Zhang Xi/Xue e com o título de Juliana/Larissa assegurado mesmo sem a necessidade de disputa da última etapa da temporada, Àgatha/Bárbara Seixas, que se destacaram nas competições do segundo semestre de 2012, garantiram o primeiro pódio de Circuito Mundial da parceria.

No masculino, 100 pontos separaram Alison/Emanuel do bi. Com a eliminação ainda nas quartas-de-final do Grand Slam da Polônia, o título acabou ficando com os norte-americanos Gibb/Rosenthal, que acabaram sendo beneficiados pela pausa de Alison ainda na primeira etapa da temporada por conta do corte sofrido no braço.

Mundial de Clubes: Sollys/Nestlé campeão e Sada Cruzeiro vice
Depois das conquistas da Superliga e do Sul-Americano, Sollys/Nestlé e Sada Cruzeiro partiriam para Doha, no Qatar, em busca do título de campeões do mundo.

E, após 18 anos de jejum, a conquista feminina voltaria a ser verde-amarela. Vitória tranquila sobre o Rabita Baku, atual campeão mundial, por 3x0 (25/16, 25/14 e 25/17) e encerramento de uma temporada perfeita para a equipe de Osasco.

Pelo masculino, título também brasileiro, mas não da equipe cruzeirense. Contando com a enorme ajuda do levantador Rapha, os italianos do Trentino venceriam a partida decisiva por 3x0 (25-18, 25-15 e 29-27) e garantiriam o quarto título mundial consecutivo.

Mesmo sem apresentar o mesmo voleibol da Superliga, a equipe mineira ainda veria três de seus jogadores entre os oito melhores do Mundial de Clubes: Wallace (melhor sacador), William (melhor levantador) e Serginho (melhor recepção).

Superliga: nova temporada, novas equipes, velhos problemas de transmissão
Início em 2012, encerramento em 2013. Nas primeiras rodadas da edição 2012/13 da Superliga, o que se viu foi o bom e velho equilíbrio de sempre.

No masculino, RJX e Sada Cruzeiro largaram na frente e logo nas primeiras rodadas confirmaram o porquê de serem considerados os principais favoritos. Depois de três derrotas nas três primeiras rodadas, a equipe do Sesi-SP buscou a reação, fechou o ano na 3ª colocação e acabou voltando ao pelotão de postulantes ao título.

Pelo feminino, fim de polorização Sollys/Nestlé e Unilever. Com a nascimento da equipe do Vôlei Amil e com a boa campanha do Banana Boat/Praia Clube, a competição ganhou mais equilíbrio e contou com bons jogos nas oito primeiras rodadas.

Uma das poucas novidades, no entanto, ficou por conta das coberturas televisivas. Embora a CBV tenha implantado as transmissões online, via Live Score, várias foram as partidas que ficaram fora da grade de programação das emissoras. Inclusive toda a 2ª rodada da competição masculina.

Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia: duplas saem de cena e outras despontam
Novo formato, que tal como na Superliga passa a dividir a temporada entre alguns meses de 2012 e outros de 2013, novas duplas e despedidas importantes. 

Deixando para trás os pontos das etapas do primeiro semestre e partindo do zero em Cuiabá, a nova temporada feminina seria novamente "quebrada" na etapa do Rio de Janeiro por conta das separações de Juliana/Larissa e Talita/Maria Elisa.

Ainda sem saber se volta ou não às areias, Larissa se despediu de Juliana para se dedicar os negócios e ao sonho de ser mãe. Talita/Maria Elisa, juntas desde 2009, optaram por encerrar a parceria justamente ao final do ciclo olímpico. Para 2013, Juliana atuará ao lado de Maria Elisa e Talita, embora não tenha confirmado oficialmente, deverá jogar com Taiana.

Alheias às separações, Ágatha/Bárbara Seixas e Lili/Rebecca foram as grandes sensações das seis etapas disputadas.

Sensações que responderam pelo nome de Pedro Solberg e Bruno Schimtd no masculino. Já de olho nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, os novos parceiros venceram quatro das seis etapas disputadas na temporada 2011/12. Para a primeira etapa do novo ano, a dupla tem como objetivo defender os 16 jogos de invencibilidade acumulados em 2012.

E assim chega ao fim a retrospectiva 2012 aqui no blog. Espero que tenham gostado e relembrado alguns dos fatos que marcaram o ano que se passou!

Um FELIZ e ABENÇOADO 2013 a todos!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"Peixinho" de Zé marcaria as comemorações de 2012.
De volta à vida! Depois de uns dias bem longe da internet e com as energias renovadas, é hora de escrever o terceiro post da retrospectiva do vôlei brasileiro em 2012. E confesso que esse é uma das postagens mais emocionantes de toda a história do Primeiro Set. Afinal, Olimpíada é um evento mágico, que mexe com a gente. Recordemos:

- Vôlei de Praia Feminino: Talita/Maria Elisa em 9º e Juliana/Larissa bronze
Juliana/Larissa não começaram bem 2012, mas sobraram em todos os quatro anos de ciclo olímpico. Talita/Maria Elisa garantiram três pódios nas três primeiras etapas de Circuito Mundial da temporada, inclusive vencendo as Walsh/May, Xi/Xue e as próprias Juliana/Larissa.

Na primeira fase, vitórias tranquilas para ambas as parcerias. Mas logo nas oitavas-de-final,  a primeira queda: Talita/Maria, longe daquela bonita vibração que vinham tendo, cairam diante das "zebras" Slukova/Kolocova por 2x1 (21/16, 20/22 e 15/9) e precocemente deram adeus aos Jogos: uma 9ª colocação, justa pela partida, mas injusta pelo voleibol apresentado durante os anos das parcerias.

Restando apenas Ju/Larissa, a expectativa era que a tão aguardada decisão contra Walsh/May fosse confirmada dias depois. E quando tudo parecia caminhar para isso, Kessy/Ross venceriam um dos confrontos mais inacreditáveis de Londres: virada para cima das brasileiras (15/21, 21/19 e 15/12), final 100% norte-americana e "apenas" possibilidade de bronze para o Brasil.

Ju/Larissa não começaram bem a partida contra as chinesas Zhang Xi/Xue, mas no fim acabou vencendo a dupla mais experiente: 2x1, de virada (11/21, 21/19 e 15/12), e primeira medalha do vôlei para o Brasil.

- Vôlei de Praia Masculino: Ricardo/Pedro Cunha em 5º e Alison/Emanuel prata
A primeira Olimpíada do "Mamute" Alison e a quarta consecutiva do consagradíssimo Emanuel. A primeira participação olímpica do "Highlander" Pedro Cunha - que sofreu duas sérias lesões durante o ciclo olímpico - e a quarta consecutiva de Ricardo, ex-parceiro de Emanuel e ouro, prata e bronze nos últimos três Jogos.

Alison e Emanuel, vencedores de todas as cinco competições que disputaram em 2011, eram os grandes favoritos. Mas o bom e rápido entrosamento de Ricardo e Pedro no ano final da preparação olímpica também credenciava a dupla como candidata ao pódio.

Tudo ia bem: primeira fase invicta, segunda idem e confiança em alta. No entanto, o caminho dos brasileiros contou com uma dura pedra pelo caminho, a mesma que parou Harley e Alison na Copa do Mundo de Vôlei de Praia 2009.

Nas quartas, vitória dos alemães Brink/Reckermann por 2x0 (21/15 e 21/19) e 5º lugar para Ricardo e Pedro. Uma derrota amarga, que pela primeira vez faria Ricardo voltar para casa fora do pódio.

Na decisão, mais um golpe: depois de um primeiro set apertado, de um bom placar brasileiro no segundo e de uma incrível reação verde-amarela no finalzinho do tie-break, vitória por 2x1 (21/23, 21/16 e 14/16) e ouro para os alemães.

- Seleção Masculina: russos surpreendem e ouro escapa em jogo praticamente encerrado
Domingo, Dia dos Pais, Bernardinho, Bruninho e um roteiro que parecia coroar de vez o incrível histórico do técnico da seleção masculina.

Depois de algumas partidas em ritmo de Liga Mundial, a "lavada" nos italianos (25/21, 25/12 e 25/21) enfim colocaria a equipe nos trilhos. De quebra, seríamos a única seleção a chegar em três finais olímpicas consecutivas.

Na decisão, 2x0 para os brasileiros, dois match points e ouro muito, muito próximo. No entanto, eis que os russos conseguiriam reverter uma partida praticamente perdida (19-25, 20-25, 29-27, 25-22 e 15-9) e transformar todo o céu brasileiro em inferno em questões de minutos.

"Mais" uma prata e rótulo de amarelões indo passar um novo ciclo olímpico em mãos masculinas.

- Seleção Feminina: russas de volta para casa e bi-olímpico verde-amarelo
Primeira fase nada animadora: três vitórias (duas no tie-break), duas derrotas e classificação com um modesto quarto lugar no Grupo B.

Diante dos resultados nada animadores, poucos acreditariam numa reviravolta tão grande em tão pouco tempo. Mandar as russas de volta para casa ainda nas quartas? Poucos acreditariam.

Mas isso aconteceu! Depois de salvarem seis match points e fecharem a partida com parciais de 24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e 21/19, o ouro seria uma questão de tempo.

Vitória tranquila contra japonesas nas semifinais, vitória também tranquila na decisão contra as norte-americanas (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17) e bi-campeonato olímpico garantido!

Ouro, "peixinhos" e muita emoção na bagagem de volta ao Brasil!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mais regulares, cruzeirenses conquistaram título inédito.
No primeiro post da retrospectiva 2012, recordamos o Desafio Brasil x Estados Unidos de Vôlei de Praia, Rei e Rainha da Praia, Circuito Banco do Brasil e Circuito Mundial. Hoje é dia de destacar as competições que movimentaram o vôlei indoor no primeiro semestre do ano.

Superliga
Uma das melhores Superligas da história, se não a melhor, e um título incostestável para um grupo cuja base foi montada ainda na temporada 2010/11.

Liderança absoluta na fase classificatória, vitória por 2x1 nos playoffs contra o BMG/São Bernardo, dupla vitória sobre o Vivo/Minas nas semifinais e vitória de virada contra o Vôlei Futuro na grande decisão (24/26, 25/18, 25/13 e 25/19).

Sem Lorena, que abandonou a partida sentindo muitas câimbras - claro que depois de tumultuar a decisão com muitas provocações, "dedo na cara" e explosão a cada ponto feito - a equipe de Araçatuba viu os cruzeirenses mostrarem a força do grupo e garantirem um título até então inédito.

Pelo feminino, novamente Sollys/Nestlé e Unilever centralizaram a disputa. A decisão, no entanto, passou longe do equilíbrio entre as duas equipes nos últimos anos. Vitória tranquila, em pleno Maracanãzinho, da equipe paulista (25/14, 25/18 e 25/23) e Superliga espetacular para Hooker, Thaísa, Camila Brait e Cia.

Liga Mundial
A pior Liga Mundial da Era Bernardinho. Duas derrotas nos três primeiros jogos, quatro resultados negativos na mesma competição contra a Polônia e apenas um sexto lugar geral.

Com a volta de Ricardinho, que não era convocado desde 2007, e com muitos problemas físicos na equipe, em muitos momentos a seleção em pouco lembrou aquela equipe tão vitoriosa dos últimos anos.

Já Kurek, Bartaman, Mozdzonek, Ignaczak e Cia derrotaram os Estados Unidos por 3x0 (25/17, 26/24 e 25/20) e fizeram história ao garantirem o primeiro título de Liga Mundial para o país.

Diante da boa regularidade, os poloneses, comandados pelo italiano Andrea Anastasi, passariam a ser considerados por muitos os grandes favoritos ao ouro olímpico em Londres.

Grand Prix
Muitas vitórias conquistadas apenas no tie-break (cinco, no total), pontos preciosos deixados para trás e apresentações que geraram certa apreensão quanto ao desempenho feminino em Londres, inclusive no técnico José Roberto Guimarães, que não escondia o descontentamento em suas entrevistas.

Se os poloneses foram os algozes da seleção masculina na Liga Mundial, a pedra no sapato das brasileiras seria a forte equipe dos Estados Unidos, que nos derrotariam duas vezes por 3x2.

Terceiro título de Grand Prix consecutivo para elas, vice para as brasileiras e favoritismo olímpico soprando para o lado norte-americano.

Convocação das duplas de vôlei de praia para Londres
Há exatos 30 dias para a abertura das Olimpíadas, a CBV, enfim, anunciava as quatro duplas brasileiras que representariam o Brasil em Londres.

Sem nenhuma surpresa, e adotando o bom senso, Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha eram os convocados.

Pedro Solberg, que havia sofrido uma dura punição por um resultado errado no doping e que lutava com todas as forças para estar na lista dos oito escolhidos, realmente estava fora dos Jogos.

Cabia aos convocados buscar um novo ouro que não vinha desde 2004 para os homens e 1996 para as mulheres.

E o evento mais esperado, e marcante, do ano será assunto da próxima postagem!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Maria/Talita foram os destaques do início da temporada.
Um 2012 importantíssimo para o voleibol brasileiro! Muitas alegrias, algumas tristezas e lembranças que vão durar por muitos anos. Depois de um certo atraso (aqueles que ainda não viveram isso, nunca sonhem em passar dezembro e janeiro repondo greve na faculdade!), publico hoje o primeiro dos quatro posts que vão trazer uma retrospectiva do vôlei brasileiro em 2012. 

Desafio BRA x EUA de Vôlei de Praia
Do lado brasileiro, Juliana, Larissa, Pedro Cunha e Ricardo. Do lado americano, Rogers, Daulhauser, Kessy e Ross.

Nos primeiros confrontos entre brasileiros e norte-americanos do ano, vitória de Juliana/Larissa por 2x1 sobre Kessy/Ross, derrota Ricardo/Pedro Cunha para Rogers/Daulhauser por 2x0 e 2x1 (19/21, 21/18 e 15/11) para os brasileiros na partida entre homens e mulheres, transmitida pela TV Globo.

Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia - Primeiro Semestre
Nitidamente, e obviamente, o foco das principais duplas no início da temporada foi as Olimpíadas de Londres.

E com uma preparação física visando mais longe, principalmente no masculino, o primeiro semestre das disputas do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia foi marcado pelos bons resultados de parcerias que não estariam lá, como Bruno/Hevaldo, Gilmário/Luciano e Harley/Evandro.

Destaque também para o jovem veterano Franco, que depois de estar fora de uma final de CBBVP por três anos, voltou a disputar uma decisão nacional aos 45 anos de idade!

Alison/Emanuel, que foram campeões de tudo o que disputaram em 2011, venceram duas das quatro etapas nacionais e começavam a dar indícios que 2012 seria ainda mais espetacular.

Rei e Rainha da Praia
Um mamute duplamente coroado e uma plebeia enfim vivendo o seu grande momento de realeza.

Pelo segundo ano consecutivo, disputando a decisão contra seu "parceiro-adversário" Emanuel, e contando mais uma vez com a expressiva ajuda de Bruno Schmitd, Alison manteve a coroa 2012.

Pelo feminino, decisão também entre "parceiras-adversárias". Em pleno domingo de Carnaval, Vivian, que nos dois anos anteriores havia servido Maria Elisa e Larissa, venceu Taiana e enfim comemorou o seu merecido reinado.

Circuito Mundial
Um início de temporada mundial avassalador para Talita e Maria Elisa, algumas desconfianças com Juliana/Larissa, susto com Alison e evolução com Ricardo e Pedro Cunha. Ou seja, muitas emoções nas etapas que antecederam as Olímpiadas.

Prata em Brasília, ouro em Sanya, prata em Xangai: nunca o Circuito Mundial havia começado tão bem para Talita/Maria Elisa. Jogando num ritmo muito forte, as "pré-Olimpíadas" das brasileiras contou com vitórias sobre Walsh/May, Juliana/Larissa e muita confiança para os Jogos.

Do outro lado, Ju/Larissa viveram resultados opostos: até o ouro no Grand Slam de Pequim, foram três etapas sem títulos e com muita cobrança.

Pelo masculino, enquanto o mamute e Rei da Praia Alison ficaria de molho por conta de um corte sofrido na etapa de abertura, em Brasília, Ricardo/Pedro Cunha e Pedro Solberg/Márcio esquentavam a briga para ver qual parceria ficaria com a segunda vaga brasileira em Londres.

E até o dia 22 de julho, as etapas mundiais serviram principalmente para preparar as duplas para os Jogos! Mas as Olimpíadas ficaram para uma próxima postagem!

Um FELIZ e ABENÇOADO Natal para todos!
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