domingo, 15 de julho de 2012

Brasileiras tiveram atuação memóravel na decisão de hoje.
Quatro etapas de "abstinência" no feminino e três no masculino. Depois da fase de "vacas magras", que passou pelo vôlei indoor e depois transferiu-se para o vôlei de praia, as duplas brasileiras enfim reencontraram o caminho dourado no Circuito Mundial de Vôlei de Praia.

A apenas doze dias das Olimpíadas, e na penúltima etapa de Tour antes dos Jogos, Alison e Emanuel e Juliana e Larissa fizeram um esquenta que todo torcedor quer ver se repetir em Londres.

No masculino, depois de perderem as últimas duas finais de Circuito Mundial para os norte-americanos Gibb/Rosenthal (que prometem incomodar tanto quanto os compatriotas e atuais campeões olímpicos Rogers e Daulhauser), Alison e Emanuel mantiveram a calma, se imporam e conquistaram a última competição da dupla antes de Londres de forma invicta.

Resultado que garante confiança e moral para a parceria mais favorita entre todas as quatro brasileiras convocadas para os Jogos.

Pelo feminino, as hexacampeãs mundiais não só esqueceram os altos e baixos tão constantes ao longo do ano, como fizeram a melhor apresentação em uma partida de Circuito Mundial nesta temporada.

Depois de eliminar duplas como Talita e Maria Elisa e italinas Cicorali e Menegatti, Juliana e Larissa jogaram como Juliana e Larissa e, muito confiantes, concentradas e focadas, não tiveram dificuldades em garantir o título inédito de Berlim.

Talvez nenhuma imagem consiga ilustrar tão bem o dia das brasileiras como a "engraxada" de Larissa no segundo e decisivo set contras chinesas.

Mesmo que Xi tenha apresentado sinais de dores nas costas, a boa vitória traz de volta a postura vencedora da dupla brasileira e, ao mesmo tempo, joga a pressão para o lado de uma das prováveis adversárias em Londres.

Outras colocações brasileiras em Berlim: Ângela/Lili (5º), Talita/Maria Elisa (9º), Vivian/Taiana (17º); Márcio/Pedro Solberg (5º) e Benjamin/Bruno Shmitd (9º).

Antes de Londres agora somente a etapa de Klagenfurt, a minha etapa mundial preferida em termos de animação e torcida, que já começa amanhã.

Circuito Banco do Brasil Challenger

Nesse final de semana aconteceu também a terceira etapa challenger do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.

Beto Pitta e Lipe, que agora defendem as cores do Botafogo, foram os campeões ao derrotarem Álvaro Filho e Luciano na final realizada em Campo Grande. Franco e Daniel Souza completaram o pódio masculino.

Pelo feminino, o título ficou com a nova parceria formada por Andrezza e Chell, que venceram Raquel e Shaylyn. O terceiro lugar foi conquistado por Renata e Elize Maia.

Campeonato Mundial SUB-19

Iago/Léo Morais e Duda/Drussyla terminaram na 5ª e na 9ª colocação, respectivamente, no Mundial Sub-19, disputado em Lanarka, no Chipre.

Além das colocações, destaque para a idade de Duda: apenas 13 anos.

PS: Começou ontem a votação da edição 2012 do Prêmio Top Blog. Pelo segundo ano consecutivo, o Primeiro Set participa da disputa. Para quem quiser dar uma força, basta acessar o site da premiação e votar por meio de e-mail, Facebook ou Twitter.

Foto: Globo.com/Reuters

domingo, 8 de julho de 2012

Prata de Alison/Emanuel foi o melhor resultado da semana.
Uma fase sem vacas gordas. A 18 dias para Londres, o voleibol brasileiro vive um "esquenta" pouco dourado para as Olimpíadas. Após a prata no Grand Prix com a seleção feminina semana passada, os resultados da Liga Mundial e do Circuito Mundial de Vôlei de Praia também não foram os melhores.

Liga Mundial
Após os 3x0 para Cuba e o 3x2 para a Polônia no meio da semana, a seleção masculina de vôlei amargou a sexta colocação geral na competição, pior resultado de Liga Mundial na era Bernardinho.

Desde que o técnico chegou à seleção, em 2001, esta foi a segunda vez que o Brasil ficou fora do pódio em uma competição. A primeira havia sido justamente às vésperas das Olimpíadas, em 2008, quando a equipe terminou em quarto na Liga Mundial disputada na Itália.

Resultado ruim, histórico e que mostra que, mesmo Londres estando tão próxima, será necessário evoluir, e evoluir muito, nesses próximos dias.

Como muita gente diz: se é para perder, que seja para a equipe campeã.  E foi justamente isso que aconteceu. Depois de sofrer quatro derrotas em cinco partidas para a Polônia, vimos Kurek, Bartman e Cia garantirem o primeiro título internacional desde as Olimpíadas de 1976 para os poloneses, que chegarão com muito mais moral em Londres.

Circuito Mundial de Vôlei de Praia
Se a situação não anda boa no vôlei indoor, no vôlei de praia a situação é bem menos tensa, mas também não é a das melhores.

Pelo Grand Slam de Gstaad, na Suiça, a melhor colocação feminina foi o 5º lugar, conquistado por Àgatha/Bárbara Seixas, que eliminaram as compatriotas Juliana/Larissa nas quartas-de-final da etapa.

Ju/Larissa, não sei se administrando os resultados ou não, terminaram em 9º, Vivian/Taiana em 17º e Ângela/Lili em 25º. Talita/Maria Elisa, convocadas para os Jogos, abriram mão da etapa.

Para esquentar ainda mais a briga em Londres, Walsh/May, que há tempos não venciam um torneio, ficaram com o título do Grand Slam suiço.

Já pelo masculino, Alison/Emanuel - também não sei administrando ou não - chegaram à final, mas foram derrotados pelos norte-americanos Gibb/Rosenthal por 2x0 (17-21, 17-21).

Benjamin/Bruno Schimtd, Ricardo/Pedro Cunha e Thiago/Ferramenta terminaram em 5º lugar.

Antes de Londres, restam agora apenas dois Grand Slams: o de Berlim e o de Klagenfurt.

E aí é ver se essa fase de vacas madras é apenas uma estratégia para desviar a atenção dos concorrentes.

 Foto: FIVB

domingo, 1 de julho de 2012

Vice não deixa de ser uma boa colocação no Grand Prix.
Fim da linha no Grand Prix e sobrevida na Liga Mundial. Assim foi o final de semana das seleções masculina e feminina de vôlei.

Se a derrota por 3x2 para os Estados Unidos na última quarta-feira atrapalhou os planos de título das meninas de José Roberto Guimarães, as combinações de resultado nas partidas de Itália e França foram amplamente favoráveis e, mesmo tendo jogado a toalha há duas semanas, Bernardinho vai seguir com a chance de conquistar o decacampeonato de Liga Mundial para o Brasil.

Grand Prix
Se vice-campeonato não serve para nada em nenhum outro esporte nacional, no vôlei é diferente. Mesmo perdendo apenas duas partidas no Grand Prix (dois 3x2 contra justamente as norte-americanas, tricampeãs da competição), a prata conquistada em Ningbo foi motivo de pouca comemoração para as brasileiras.

Da competição, a lição mais importante, confessada pelo próprio Zé Roberto em entrevista concedida à Globo: com muitos altos e baixos, o torneio serviu para melhorar alguns aspectos, mas muita coisa ainda precisa ser ajustada para Londres. Segundo o próprio treinador, "só isso não basta para a briga pelo ouro".

Se ele tem consciência da necessidade de melhora, é aguardar essa preparação final da Londres, a convocação, que deve sair nos próximos dias, e esperar que estes ajustes sejam feitos. Afinal, em ano olímpico, e a 25 dias para os Jogos, o objetivo maior é se destacar na competição mais importante do calendário mundial.

A estreia olímpica será contra a Turquia, terceira colocada do Grand Prix, que foi atropelada pelas brasileiras hoje 3 a 1 (25/21, 23/25, 25/20 e 25/15).


Liga Mundial
Depois de muitos cálculos e de muita "secação", a seleção masculina de vôlei segue na Liga Mundial.

Tudo porque a vitória por 3 sets a 2 da França sobre a Itália (29/31, 25/23, 25/18, 21/25, 15/12) deu apenas dois pontos aos franceses e um aos italianos. Com 26, os brasileiros avançaram como a equipe melhor segundo colocada na fase de grupos.

Bom para seguir na preparação para Londres e melhor ainda continuar brigando pelo deca.

Os próprios adversários serão Cuba e Polônia (sim, mais uma vez os poloneses!). As duas primeiras seleções desse grupo avançam às semifinais.

Vôlei de Praia
Depois de duas semanas de pausa no Circuito Mundial e da convocação para as Olimpíadas de Londres, as duplas brasileiras voltam às disputas na etapa de Gstaad, essa semana.

No Brasil, pelo Estadual Regional Banco do Brasil, Andrezza/Andréa Martins e Bruno/Léo Vieira foram os campeões da competição disputada em Macapá. Já pelo regional de Campo Grande, os campeões foram Josi/Thaís e Oscar/Carlos Luciano.

Foto: FIVB

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Convocação confirmou duplas que garantiram as vagas.
Depois de uma longa espera, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou na tarde de hoje, 28, as quatro duplas que representarão o Brasil em Londres.

E deu o óbvio! Após pré-convocar três parcerias de cada naipe no início do ano, a entidade enxugou a lista e confirmou a participação de Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha nos Jogos.

Se as outras três parcerias estavam praticamente confirmadas há meses, Ricardo e Cunha foram responsáveis  por  uma longa novela, iniciada ainda em 2010, quando a constante troca de parcerias masculinas tumultuou toda a corrida olímpica.

No entanto, com o número mínimo de etapas de Circuito Mundial asseguradas (doze) na última competição classificatória e com pontuação suficiente para garantir a segunda melhor colocação brasileira no ranking internacional, seria injustiça não oferecer a vaga olímpica para a dupla que de fato fez por merecer a convocação.

Pedro Solberg, injustamente condenado no falho exame antidoping, lutou, provou sua inocência, voltou a atuar bem depois de alguns meses parado por conta da errônea punição, conquistou bons resultados com seu novo parceiro Márcio, mas não teve pontos e etapas suficientes para conquistar a segunda vaga brasileira em Londres, já que a primeira, incontestavelmente, sempre esteve nas mãos de Alison e Emanuel.

Vivian e Taiana, terceira parceria feminina pré-convocada no início da temporada, além de não conseguirem manter uma boa sequência de resultados no Circuito Mundial, viram Talita e Maria Elisa fazerem uma excelente abertura de temporada internacional, conquistarem confiança e, também de forma incontestável, carimbarem o passaporte. 

Assim como Alison e Emanuel (única dupla masculina a não se desfazer nesses últimos três anos), Juliana e Larissa tinham a vaga confirmada praticamente desde o início do ciclo olímpico. Há quase oito anos soberanas no vôlei de praia feminino brasileiro, e prejudicadas pela trágica lesão de Juliana poucos dias antes dos Jogos de Pequim, a parceria enfim chegará à sua primeira Olimpíada.

Hexacampeãs mundiais, penta brasileiras, bi pan-americanas e atuais campeãs da Copa do Mundo de Vôlei de Praia, a dupla certamente carregará uma das maiores cobranças pelo ouro dentre todos os atletas brasileiros que estarão em Londres.

Após a convocação de hoje, ainda restam três etapas de Circuito Mundial e exatos 30 dias para as partidas de estreia na House Guards Parade.

Que o vôlei de praia mudou e que essa edição de Jogos Olímpicos promete ser a mais disputada da história na modalidade, não há dúvidas. Mas também não há dúvidas de que o Brasil estará muito bem representado.

Ao bom e pioneiro projeto da CBV, que de início assustou a todos pelo fato de poder inclusive romper parcerias, fica os parabéns. Embora seja estranho pensar em convocação no vôlei de praia, se utilizada com bom senso, tal como a escolha de hoje, a estratégia adotada pode trazer muitos avanços para a modalidade.

Agora o Brasil todo é Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa, Alison/Emanuel e Ricardo/Pedro Cunha! Boa sorte, duplas! Boa sorte, Brasil!

Foto: CBV
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